O filme acompanha uma nova geração de músicos em processo de formação artística, revelando, entre ensaios, apresentações e momentos de criação, como a experiência de tocar em uma orquestra ultrapassa a técnica e se transforma em espaço de convivência, troca e construção coletiva.
A orquestra é liderada pelos maestros Nelson Ayres e Tiago Costa e conta com a participação de artistas como Guinga, Mônica Salmaso, Ricardo Herz e o músico italiano Gabriele Mirabassi, que compartilham processos criativos com os jovens instrumentistas.
Uma orquestra dedicada à música brasileira
A Orquestra Jovem Tom Jobim é dedicada exclusivamente à música brasileira. Por meio de processo seletivo, reúne jovens de trajetórias diversas, muitos vindos da música erudita, convidados a experimentar novas formas de escuta e interpretação a partir de repertórios, gêneros e sonoridades do Brasil.
Todos os arranjos são criados especialmente para este processo de formação, promovendo um diálogo entre tradições e estimulando expressão, criatividade e fazer musical coletivo.
Diferentes Brasis
A presença de jovens de diferentes origens e classes sociais coloca a Orquestra Jovem Tom Jobim como um espaço de encontro e convivência. Ao se aproximarem da música brasileira pelo universo da música de concerto, esses músicos ampliam suas referências, desenvolvem novas formas de percepção musical e constroem, coletivamente, suas próprias experiências musicais.
Mais do que executar um repertório, os jovens entram em contato com os processos de escrita, arranjo e interpretação que fazem parte da linguagem orquestral. Nesse percurso, a música brasileira deixa de ser apenas repertório e passa a ser também matéria de investigação, criação e identidade.
O nome Tom Jobim carrega uma dimensão simbólica importante. Um dos principais compositores brasileiros, Jobim transformou elementos da nossa cultura em uma linguagem reconhecida internacionalmente. O filme dialoga com a provocação de “Querelas do Brasil”, de Aldir Blanc e Maurício Tapajós - “O Brasil não conhece o Brasil” - para investigar como a música de concerto pode contribuir para que diferentes experiências brasileiras se encontrem e se reconheçam.
“Mais do que preservar um repertório, o filme propõe pensar o que pode ser uma música de concerto brasileira. Acompanhamos uma geração que não quer apenas reproduzir o passado, mas reinventar nossa própria sonoridade”, afirma a diretora Elisa Bracher.
A direção de Elisa Bracher, ao lado do codiretor Gustavo Ribeiro, privilegia a experiência dos jovens e o processo coletivo de criação, registrando não apenas as apresentações, mas também os ensaios, encontros e momentos que acontecem antes e depois da performance.
A produção e a produção executiva são assinadas por Ana Cláudia Streva, da Nós Filmes, produtora audiovisual com mais de 20 anos de atuação e responsável por trabalhos como “Missões de Vida”, da HBO, indicada ao Content Innovation Award, e “Zaatari, Memórias do Labirinto”, coprodução com Arte/ZDF, Globo Filmes, Globo News e Canal Brasil.
Ficha técnica
Direção: Elisa Bracher
Codireção: Gustavo Ribeiro
Produção: Ana Cláudia Streva e Elisa Bracher
Produção Executiva: Ana Cláudia Streva
Desenho de Produção: Adriano Lírio
Direção de Produção: Lívia Barros e Lia Rezende
Direção de Fotografia: Gui Massago
Som Direto: Daniel Henrique
Roteiro: Selma Perez
Montagem: Selma Perez
Edição de Som e Mixagem: Sonideria
Pós-produção de Imagem: Quanta
Gestão da Orquestra Jovem Tom Jobim: Santa Marcelina Cultura
Maestros: Nelson Ayres e Tiago Costa
Produção: Nós Filmes
“Ensaiando o Brasil” - 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Sexta (16), às 20:30
Cine Belas Artes - Rua da Consolação, 2423 (ao lado da estação Paulista da Linha 4 da Motiva)
Ajude o Correio a crescer e a melhorar!