Um levantamento realizado em setembro de 2026 pela datatudo, editoria de pesquisas da meutudo, revelou que, entre os entrevistados, os idosos são os mais impactados pela perda do poder de compra.
A pesquisa mapeou os hábitos de consumo nas cinco regiões do Brasil e mostrou que a percepção da alta dos preços nos supermercados e a ausência de benefícios de alimentação afetam diretamente o orçamento diário desse público.
Queda no poder de compra
Os dados apontam que 61% dos respondentes com 65 anos ou mais afirmam estar comprando menos itens no supermercado do que no ano passado.
Em contraste, apenas 24% dos jovens entrevistados, na faixa de 18 a 29 anos, relatam ter diminuído a quantidade de produtos no carrinho.
Entre as justificativas apresentadas pelos mais velhos, 41% apontam que os produtos ficaram mais caros como um dos principais motivos para a redução contínua no consumo.
Adaptações na rotina alimentar
Para tentar fazer o dinheiro render mais no fim do mês, 50% dos idosos participantes da pesquisa afirmam ter substituído a carne bovina por proteínas mais baratas, como frango, carne de porco ou ovos.
Essa dificuldade para manter o padrão das compras é fortemente agravada pela falta de auxílios: 67% das pessoas pesquisadas nessa faixa etária relatam não receber nenhum tipo de vale-alimentação, o que faz com que os custos com itens básicos de sobrevivência pesem integralmente no bolso.
Perspectivas financeiras e o acesso ao crédito
O pessimismo quanto aos preços também se reflete nas expectativas em curto prazo, uma vez que 55% dos entrevistados no grupo de 65 anos ou mais sentem que o valor da cesta básica aumentou muito em relação ao ano anterior.
Diante de uma renda fixa fortemente pressionada pelo custo de vida, muitos dependem de recursos imediatos para arcar com gastos essenciais do mês.
Para não comprometer a estabilidade do orçamento familiar, a busca por recursos complementares consolida o uso de linhas com menor impacto financeiro a longo prazo.
Nesse cenário, opções previsíveis e com juros reduzidos, como o consignado INSS, surgem como alternativas viáveis para aposentados e pensionistas suprirem despesas, desde que não interfira no orçamento familiar.
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