O sangramento da gengiva durante a escovação, o mau hálito persistente e a mobilidade dos dentes podem ser sinais de periodontite, doença inflamatória que compromete os tecidos responsáveis pela sustentação dentária. De acordo com a coordenadora dos programas de Pós-
O Programa Stricto Sensu da UNG desenvolve estudos científicos na área e oferece, a cada semestre, vagas para avaliação e tratamento gratuitos de pacientes com sintomas de periodontite. “O atendimento busca controlar a inflamação, interromper a progressão da doença e preservar os dentes, sempre que possível. Todos os participantes dos estudos são acompanhados durante o tratamento e por até um ano após os procedimentos”, informa Luciene.
Segundo a especialista, a doença está relacionada ao acúmulo de biofilme dental, conhecido como placa bacteriana.
"Quando ele não é removido corretamente, se acumula ao redor dos dentes e da gengiva, podendo provocar inflamação. Em algumas pessoas, dependendo da resposta do organismo e da presença de outras condições de risco, essa inflamação é capaz de evoluir e atingir os tecidos e o osso que ajudam a manter os dentes firmes na boca”.
A higiene bucal inadequada também colabora para a progressão da periodontite, mas seu desenvolvimento não depende apenas desse fator. Outros hábitos podem facilitar o acúmulo de biofilme dental, aumentar a inflamação e favorecer o desenvolvimento ou o avanço da doença. Entre eles estão não usar fio dental ou não higienizar os espaços entre os dentes, onde a escova, muitas vezes, não consegue alcançar; passar longos períodos sem acompanhamento odontológico; ignorar o sangramento frequente da gengiva; e não procurar a avaliação de um dentista.
O tabagismo, incluindo o uso de narguilé e cigarros eletrônicos, são fatores de risco mais importantes para a periodontite. Outras formas de fumar também fazem mal para a saúde da gengiva. Além desses hábitos, algumas condições de saúde contribuem para aumentar o risco de desenvolver ou agravar a doença.
É o caso do diabetes, principalmente quando não está bem controlado.
"Por isso, cuidar da saúde da gengiva vai muito além de simplesmente escovar os dentes. É preciso limpar também entre os dentes, ir ao dentista regularmente e observar os sinais que a boca apresenta".
Tratamento pode controlar a progressão da doença e preservar os dentes
O tratamento oferecido por meio dos estudos científicos realizados pelos programas de pós-
Pacientes com sinais da doença podem passar por avaliação clínica para definir a conduta mais adequada a cada caso. Com o tratamento odontológico adequado, é possível observar a redução do sangramento e da inflamação; a diminuição das bolsas que se formam entre a gengiva e o dente; e a melhora das condições para o paciente conseguir higienizar a boca corretamente. Em alguns casos, pode ocorrer a melhora do mau hálito, quando relacionado à periodontite; e aumentar a possibilidade de preservar os dentes ao longo do tempo.
Em alguns pacientes, os dentes que apresentam mobilidade podem ficar mais estáveis depois de controlar a inflamação. O resultado depende da quantidade de tecido de sustentação perdida e da gravidade de cada caso. Outro benefício importante do tratamento é a relação de mão dupla entre doença periodontal e diabetes. O diabetes mal controlado pode piorar a saúde da gengiva e, ao mesmo tempo, a inflamação periodontal costuma dificultar o controle da glicemia. Em determinadas situações, existem tratamentos específicos para recuperar parte dos tecidos perdidos, mas a indicação depende da avaliação individualizada.
"Quando existe apenas gengivite, que é a inflamação mais superficial da gengiva, e ainda não ocorreu a perda do suporte do dente, o quadro pode ser revertido com tratamento e controle adequado do biofilme dental. No entanto, se o paciente já tiver a periodontite, há a possibilidade de ocorrer a perda do osso e dos tecidos responsáveis por sustentar os dentes. Nessas circunstâncias, não é correto dizer que o quadro de saúde bucal voltará completamente
como era antes ".
Em relação ao tempo de resposta ao tratamento oferecido no âmbito da pesquisa, a coordenadora esclarece que é possível perceber os sinais de melhora já nas primeiras semanas. "Depois de um período de cicatrização, o paciente é reavaliado para verificar como a gengiva respondeu ao tratamento e se serão necessárias outras etapas".
Para pacientes que se identificam com os sintomas da periodontite e tem interesse em realizar o tratamento, a Clínica de Pós-Graduação da Universidade Guarulhos está com inscrições abertas até 17 de dezembro.
Para agendar ou saber mais informações é necessário entrar em contato pelo WhatsApp (11) 2464-1726.
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