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Quarta-feira, 11 de Março 2026

Saúde

Campanha Quaresma Seca destaca impacto direto na pressão arterial

Iniciativa desenvolvida pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia chama atenção para os riscos do álcool à saúde do coração por meio de lives nas redes sociais

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Campanha Quaresma Seca destaca impacto direto na pressão arterial
Foto: Freepik
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A Quaresma Seca está chegando: campanha desenvolvida pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, convida a população a reduzir ou suspender voluntariamente o consumo de álcool por 40 dias. O projeto do DHA consiste em lives no Instagram com aproximadamente 30 minutos cada. A primeira, que marca o início da campanha na quarta-feira de Cinzas (18) às 19h, traz o médico cardiologista e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Audes Feitosa, ex-presidente do Departamento de Hipertensão Arterial do biênio 2020/2021; e também o médico cardiologista, Elzo Mattar, diretor administrativo do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC e professor da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Em sequência, as lives seguem às 19 horas nas datas: 25 de fevereiro, 4 de março, 11 de março, 18 de março, 25 de março, e a última, em 1º de abril, encerrando a iniciativa em 2026. 

A força do contexto cultural na redução do consumo

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Inspirada no Dry January (Janeiro Seco em português), a proposta é simples, mas os efeitos podem ser significativos e a ciência mostra isso: estudos sobre o famoso movimento do Hemisfério Norte, como o publicado no volume 60 da revista Alcohol and Alcoholism em 2025, mostram melhora do sono, menor pressão arterial, melhor disposição e, talvez o mais relevante, uma redução sustentada do consumo de álcool ao longo dos meses seguintes. A pausa de 30 dias reorganiza padrões.

No Brasil, a adaptação do conceito passa, necessariamente, pelo calendário cultural. Janeiro é tradicionalmente marcado por férias, viagens e confraternizações que prolongam o clima das festas de fim de ano e antecedem o Carnaval. Diante deste cenário, propor um período de abstinência logo no início do ano acaba destoando do ritmo social do país, que privilegia celebração e convivência. A experiência mostra que campanhas de mudança de hábito têm mais adesão quando dialogam com o comportamento coletivo, e não quando tentam contrariá-lo.

Por isso, a proposta de iniciar a Quaresma Seca após o Carnaval surge como uma alternativa mais alinhada à realidade brasileira. “Passado o período de comemorações, o país entra em um momento natural de reorganização: é a retomada das rotinas, do trabalho e dos compromissos do dia a dia. Culturalmente, esse intervalo também coincide com um tempo historicamente associado à reflexão e ao autocontrole, o que favorece a adesão à pausa no consumo de álcool. Ao respeitar esse ritmo, a campanha busca ampliar o engajamento e transformar a redução do consumo em uma escolha mais consciente e sustentável, já que o consumo de álcool pode impactar a pressão arterial de diferentes formas”, explica Feitosa.

Riscos que vão além da ressaca

Segundo os especialistas do DHA, o álcool interfere em mecanismos importantes do organismo, como o equilíbrio de hormônios responsáveis pela regulação dos vasos sanguíneos, além de estimular o sistema nervoso simpático, o que acelera os batimentos cardíacos e favorece o surgimento de arritmias. Esse consumo também costuma estar associado a outros fatores de risco, como alimentação rica em sal, sedentarismo e ganho de peso, que contribuem para o aumento da pressão arterial.

A longo prazo, os efeitos podem ser ainda mais graves. “O uso excessivo e contínuo do álcool eleva o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e pode enfraquecer o músculo do coração, levando à insuficiência cardíaca, inclusive em pessoas sem histórico prévio de doenças cardiovasculares”, conclui o médico e professor. 

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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