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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

Cultura & Entretenimento

Inaugurada arte urbana "Acolhida" na estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca

Obra do artista italiano Edoardo Ettorre, integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal da Esperança; Intervenção poderá ser vista diariamente por 400 mil passageiros da Linha 10 Turquesa da CPTM e pelos moradores da Zona Leste

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Inaugurada arte urbana
Foto: José Luiz Altieri
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Mais do que uma intervenção artística, a arte urbana Acolhida é uma mensagem de solidariedade. Inaugurada na terça (21), na plataforma da estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca, a arte de 26m de largura X 8m de altura é assinada pelo artista italiano Edoardo Ettorre e integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal da Esperança.

 

‘Acolhida’ é um convite para que milhares de pessoas conheçam o Arsenal da Esperança e se somem a esse trabalho de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou o padre italiano Simone Bernardi, diretor da instituição, durante a cerimônia de inauguração.

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Instalada em um muro localizado na plataforma da estação ferroviária, atrás do Arsenal, a obra pode ser vista a partir do Museu da Imigração e deve impactar cerca de 400 mil passageiros por dia que utilizam a Linha 10–Turquesa da CPTM, no trecho entre as estações Brás e Juventus–Mooca (segundo dados do Estadão Mobilidade, 2025), além de moradores da região. A obra pode ser apreciada em um plano melhor pela rua Palmorino Mônaco, altura do número 834.

 

Durante a cerimônia, Ettorre destacou a experiência de imersão no cotidiano da instituição: “Foi uma vivência inesquecível acompanhar o dia a dia do Arsenal da Esperança. Sou muito grato aos acolhidos que participaram como voluntários e contribuíram para a realização deste trabalho. Espero que todos se conectem com a obra, feita com muito envolvimento”. O artista produziu a pintura em sete dias, com a ajuda de seis acolhidos e ficou hospedado nesse período na instituição.

 

A curadora Giulia Lavinia Lupo, da She Wolf by Giulia, define ‘Acolhida’ como um gesto simbólico de empatia e responsabilidade coletiva. “Esperamos que todos que a vejam sintam-se convidados a estender a mão a quem precisa. Esse projeto nasceu de uma conversa iniciada em 2023 com padre Simone, amadureceu em 2025 e só se tornou possível graças a uma união de esforços”, afirma. “Tudo o que fizermos pelo Arsenal ainda será pouco diante da grandeza do trabalho realizado aqui”.

 

Reconhecido como o maior centro de acolhida da cidade de São Paulo, o Arsenal da Esperança atende diariamente cerca de 1.200 homens em situação de vulnerabilidade social. A instituição desenvolve ações educativas, culturais e de capacitação profissional voltadas à geração de renda e à reconstrução de trajetórias, promovendo dignidade e novas oportunidades de vida. Ao longo de sua história, já acolheu cerca de 80 mil homens e recebeu diversos reconhecimentos, entre eles a Salva de Prata, maior honraria da Câmara Municipal de São Paulo (concedida 4.12.2024).

 

Este ano celebramos os inúmeros gestos de acolhimento e as oportunidades geradas ao longo de três décadas, que impactaram diretamente milhares de vidas”, ressalta o padre Simone Bernardi. “Quem conhece o Arsenal costuma se surpreender com sua dimensão e com tudo o que é oferecido aqui”.

 

Para Lillo Guarneri, diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, parceiro na realização da obra, a intervenção amplia a visibilidade da instituição: “Essa obra contribui para que o Arsenal da Esperança seja ainda mais conhecido. Há também uma forte carga simbólica no local, já que o mural está no mesmo muro por onde muitos imigrantes chegavam à cidade de trem”.

 

Estiveram presentes na cerimônia também a vice-cônsul da Itália em São Paulo Marianna Haddad; a diretora do Museu da Imigração Alessandra Almeida e o deputado estadual Paulo Fiorilo.

 

O descerramento da placa comemorativa do mural aconteceu no Salão Vida Fraterna e depois convidados e o público que se inscreveu para a cerimônia, foram conduzidos até a plataforma para conhecer o mural gigante e fazer fotos, inclusive com o artista Ettorre com sua obra. O evento foi encerrado com alguns convidados que puderam andar de Maria-Fumaça e conhecer a Estação Ferroviária que fez parte da história da imigração.

 

Arte ‘Acolhida’

Arte urbana “Acolhida” – Artista Edoardo Ettorre - Website / Instagram

Curadoria Giulia Lavinia Lupo - InstagramGiulia / InstagramSheWolf / Website / Linkedin

 

Realização:

Arsenal da Esperança (Rua Doutor Almeida Lima, 900, Mooca) - Facebook / Instagram / YouTube

Instituto Italiano de Cultura de São Paulo Facebook  | Instagram | YouTube

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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