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Terça-feira, 14 de Julho 2026
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Educação

7 em cada 10 estudantes usam IA para estudar, mas falta de orientação pode comprometer aprovação no vestibular

Com 79% dos brasileiros usando IA para aprender e apenas 32% recebendo orientação formal, especialista analisa os impactos da tecnologia na preparação para vestibulares

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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7 em cada 10 estudantes usam IA para estudar, mas falta de orientação pode comprometer aprovação no vestibular
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O uso da tecnologia na preparação para vestibulares já faz parte da rotina da maioria dos estudantes brasileiros. Uma pesquisa do Google em parceria com a Ipsos (2026) aponta que 79% dos brasileiros utilizam a tecnologia para aprender algo novo, superando pela primeira vez o uso para entretenimento, que aparece com 74%. O dado indica uma mudança relevante no comportamento digital de que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de curiosidade e passou a ocupar um papel central de apoio na educação.

O movimento já chegou nas escolas. De acordo com a 15ª pesquisa da TIC Educação (2025), 7 em cada 10 estudantes do ensino médio utilizam ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar disso, apenas 32% afirmam ter recebido orientação sobre o uso adequado dessas tecnologias no ambiente educacional.

O cenário revela inadequação entre o avanço tecnológico e a preparação dos estudantes para utilizá-lo de forma estratégica. Segundo Daniel Reis, coordenador pedagógico do Estratégia Vestibulares, a IA já faz parte da rotina de estudos do aluno brasileiro, especialmente de quem se prepara para vestibulares. O problema é que muitos utilizam a ferramenta como atalho, e não como apoio ao aprendizado contínuo.

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Embora a solução tenha potencial para atuar como um tutor personalizado, auxiliando na revisão de conteúdos, na resolução de exercícios e na organização dos estudos, o uso de maneira errada pode comprometer o desenvolvimento de habilidades essenciais, como interpretação, pensamento crítico e autonomia. Saber perguntar, validar respostas e transformar informação em conhecimento é o que realmente faz diferença na aprovação”.

Além disso, especialistas da plataforma destacam que a inteligência artificial pode ser eficaz quando utilizada de forma ativa no processo de aprendizagem. Entre as aplicações mais relevantes estão a geração de resumos, criação de questões inéditas, elaboração de flashcards e apoio na construção de argumentos para redações, um dos pontos críticos para candidatos de vestibulares e do Enem.

Ferramentas baseadas em linguagem natural, como o ChatGPT, permitem revisões direcionadas e personalizadas, enquanto soluções que organizam conteúdos de forma visual, como geradores de mapas mentais, ajudam na estruturação do conhecimento e na memorização. Esse tipo de uso pode otimizar o tempo de estudo e aumentar a eficiência da preparação.

Por outro lado, o uso indiscriminado da IA pode gerar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, um risco relevante em exames competitivos, que exigem não apenas conhecimento, mas capacidade de análise, interpretação e aplicação prática. Outro ponto de atenção é a possibilidade de erros nas respostas geradas, o que exige do estudante um olhar crítico e a validação constante das informações em fontes confiáveis.

Para estudantes mais avançados, a IA tende a ser uma aliada ainda mais poderosa, pois permite não apenas o acesso rápido a conteúdos, mas também a identificação e correção de inconsistências, fortalecendo o aprendizado ativo. Já para iniciantes, o uso sem orientação pode dificultar a construção de uma base sólida.

Daniel finaliza que o principal desafio deixa de ser o acesso à tecnologia e passa a ser a forma como ela é incorporada à rotina de estudos. “Entre as recomendações estão pedir explicações detalhadas em vez de respostas prontas, utilizar a IA para simular questões no estilo das provas, montar cronogramas personalizados e sempre validar as informações”.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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