A notícia entregue. De verdade!

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 11 de Março 2026

Cultura & Entretenimento

"Medea Depois do Sol" estreia no SESC Ipiranga e relê o mito de Medea sob a ótica da violência de gênero na América Latina

Espetáculo propõe um teatro poético-político, que transforma a narrativa mítica de Medea em caminho para reflexão crítica sobre a violência contra as mulheres no Brasil e na América Latina

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
/ 0 acessos
Foto: Laercio Luz
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Inspirado em Medea, da mítica grega, o espetáculo Medea Depois do Sol estreia e cumpre temporada no SESC Ipiranga, entre 06 a 29 de março de 2026, propondo uma leitura da personagem, a partir de temas como: Violência de gênero, colonização latinoamericana e ecofeminismo.

Com texto inédito da dramaturga feminista Luciana Lyra, que também atua sob à máscara da personagem título, a montagem desloca de forma fabular, a Medea da Grécia antiga para um contexto brasileiro/latino, articulando maternidade, filicídio, colonização e evidenciando camadas históricas de opressão sobre o corpo de mulheres e o corpo da terra. A cena investiga Medea como símbolo da maternidade em seu limite extremo e, ao mesmo tempo, como figura sobrevivente de um trauma continental.

Celebrando 30 anos de atuação de Luciana Lyra no teatro brasileiro, o espetáculo, também resultado de um pós-doutorado realizado por ela na Tisch School of the Arts, da New York University (NYU), toma como disparo: Experiências pessoais da autora acerca da maternidade; suas pesquisas com as mulheres guerreiras em Tejucupapo, na Zona da mata de Pernambuco e, por fim, trocas realizadas com coletivos de mulheres artivistas em São Paulo (Cia. Capulanas de Arte Negra), Recife (Grupos Totem e Loucas de Pedra Lilás), Rio de Janeiro (Madalenas-Anastácias/CTO) e Quito/EQU (Coletivo Yama). Dessa escuta emerge em Medea depois do Sol, a ideia de motim e de levante de mulheres em resistência.

Leia Também:

"É na ideia de motim/levante, inspirada nas guerreiras de Tejucupapo (PE) e nos atuais coletivos de mulheres artivistas, que emergem, a minha visão, as estratégias para a retomada do poder das mulheres sobre seus corpos, seus pensamentos e o curso de suas próprias estórias. Resultado de aprofundada pesquisa de pós-doutorado que fiz na Tisch School of the Arts, da New York University (NYU), sob a orientação da renomada Profa. Diana Taylor, Medea depois do Sol encerra um ciclo de atuação/dramaturgia autorais tendo a Mãe como tema”, explica a dramaturga e atriz Luciana Lyra.

No elenco de Medea depois do Sol, além de Lyra, conta-se com a participação da atriz-musicista Lisi Andrade. A direção é assinada por Ana Cecília Costa e Kátia Daher. A trilha sonora reúne músicas originais de Alessandra Leão e Luciana Lyra, e outras citações de domínio popular, com trilha sonora também original de Erika Nande. A equipe criativa conta ainda com Leusa Araujo (dramaturgismo), Renata Camargo (direção de gesto e movimento), Carol Badra (figurino) e Camila Jordão (cenografia e iluminação), tendo a direção de produção de Franz Magnum.

Medea depois do Sol busca provocar uma reflexão crítica, um abalo nessa estrutura falocentrada da sociedade brasileira/latina. Montamos uma navegação às avessas, em que Medea empreende seu retorno à terra natal, Yewá, recontando sua própria história de opressão e antevendo um acerto de contas com seu avô, o Sol”.

 

Serviço

Espetáculo: Medea Depois do Sol

Temporada SESC Ipiranga: 06 a 29 de março de 2026

Horários: sextas, 21:30h - Sábados e domingos, 18:30h

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Endereço: SESC Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822, próximo ao Museu do Ipiranga)

Ingressos de R$15 a R$50.

 

Ficha Técnica

Concepção, dramaturgia e atuação | Luciana Lyra

Participação da atriz-musicista | Lisi Andrade

Direção | Ana Cecília Costa e Kátia Daher

Dramaturgismo | Leusa Araujo

Direção de gesto e movimento | Renata Camargo

Músicas originais | Alessandra Leão e Luciana Lyra

Trilha sonora original | Erika Nande

Mix e master da trilha gravada | Katia Dotto

Figurino | Carol Badra

Assistente de figurino | Giuliana Foti

Cenografia e Iluminação | Camila Jordão

Assistente de iluminação | Laysla Loyse

Assistente de cenografia | Driélly Moyanno

Cenotécnico | Marcelo Andrade

Projeto gráfico | Lisa Miranda

Mídias sociais | Bruna Louise e Lisa Miranda

Fotos e vídeo | Laércio Luz

Assessoria de Imprensa | Besseler Comunicação

Direção de produção | Franz Magnum

Produtora associada | Magnum Opus Cultural

Idealização e produção geral | Cia. Rubi 44

*Demais vozes em off d‘As Marinhas, em canções da peça de: Lisi Andrade, Kátia Daher e Luciana Lyra.

*Trechos musicais: Yewá (ponto de candomblé), Carmencita e Não há mata que eu não entre (pontos de umbanda); Dorme, dorme menininho (recolhida na Missão de Pesquisas folclóricas coordenada por Mario de Andrade, em Belém (PA), 1938); La Maldicion de Malinche, de Gabino Palomares (1975).

Ajude o Correio a crescer e a melhorar!

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Comentários:
Correio Regional São Paulo

Publicado por:

Correio Regional São Paulo

O Correio Regional São Paulo é um portal de notícias a serviço do estado de São Paulo. É gerenciado pela ComunicaConde Marketing & Imprensa. Um dos melhores portais de notícias do estado de São Paulo em 2024 e 2025 pelo Brasil Publisher Awards.

Saiba Mais
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR