Um levantamento realizado com mais de 7 mil alunos de cursos sobre o tema indica que a maioria já acumulava pontos antes de começar a estudar milhas, mas não sabia como utilizá-los de forma eficiente.
Segundo a especialista em milhas aéreas Daniella Vicuuna, esse comportamento é mais comum do que parece. “As pessoas já estão muito mais próximas de viajar pagando menos do que imaginam. O problema é que não sabem usar o que já têm”, afirma.
Como acontece na prática?
De forma geral, programas de milhas permitem acumular pontos a partir de gastos do dia a dia, principalmente com o uso do cartão de crédito. Esses pontos podem ser transferidos para programas de companhias aéreas e utilizados na emissão de passagens.
No Brasil, plataformas como Livelo e Esfera concentram parte relevante desse acúmulo, enquanto programas como Smiles, Latam Pass e Azul Fidelidade são usados para resgates. mas, apesar da popularização desses sistemas, o uso ainda é limitado por desconhecimento das regras e das melhores estratégias. De acordo com especialistas, a principal dificuldade não está no acesso aos programas, mas na forma como eles são utilizados.
Entre os erros mais frequentes estão:
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não acompanhar prazos de validade dos pontos;
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acumular milhas sem planejamento de uso;
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deixar de aproveitar promoções de transferência;
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consumir informações sobre o tema sem aplicação prática.
“O maior erro não é técnico, mas comportamental. Muitas pessoas aprendem, mas não colocam em prática”.
Quando utilizadas de forma estratégica, as milhas podem reduzir de forma significativa os custos de uma viagem. Em alguns casos, é possível emitir passagens pagando apenas taxas de embarque ou obter descontos relevantes em outros serviços.
Além das passagens aéreas, o uso de pontos também pode ser aplicado em hospedagens, aluguel de carros e experiências durante a viagem. Tudo sem sensacionalismo e com as ações do dia a dia, segundo a especialista. “Viajar de graça não existe, mas reduzir os custos totais em, no mínimo, 50% é totalmente possível, quando há planejamento”.
Mudança no perfil dos viajantes
Outro movimento observado é o crescimento do interesse pelo tema entre mulheres acima dos 40 anos, que passam a priorizar experiências e qualidade de vida. Segundo Daniella, esse público tem buscado mais autonomia para viajar, seja sozinho ou em família, utilizando estratégias para reduzir custos e realizar sonhos que antes consideravam impossíveis. “Muitas dessas mulheres estão em um momento de redescoberta e veem na viagem uma forma de aproveitar melhor o tempo e os recursos”, afirma.
Como começar?
Para quem deseja começar a usar milhas, o consenso entre os especialistas é seguir alguns passos básicos:
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entender o funcionamento dos programas de pontos;
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organizar os gastos do dia a dia;
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aplicar estratégias simples de acúmulo e resgate;
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manter consistência ao longo do tempo.
“Milhas não são sorte. São métodos, e os resultados aparecem com aplicação prática”.
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