Sete municípios paulistas estão entre os 12 que cumprem padrões de excelência de combate ao desperdício de água, segundo o estudo Perdas de Água 2026, do Instituto Trata Brasil.
O levantamento analisou os 99 municípios mais populosos do país com base em norma do Ministério das Cidades, publicada na Portaria 788/2024. O texto estabelece limites de desperdício para que municípios recebam financiamento federal para abastecimento de água, a partir de 2033.
Os dois indicadores são os de:
- Perdas na distribuição, que mede a parcela de água tratada que se perde antes de chegar ao consumidor, com limite de, no máximo, 25%;
- Perdas por ligação, que mede o volume médio perdido por conexão ativa, com limite máximo de 216 litros por ligação ao dia.
Os dados que medem esses indicadores, analisados pelo estudo, são do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), com base no ano de 2024.
As 12 cidades brasileiras que cumprem os dois limites simultaneamente, em ordem do menor ao maior índice de perdas na distribuição, são:
- Suzano (Alto TietÊ): 1,27%;
- Santos (Baixada Santista): 5,35%;
- Goiânia (GO): 11,45%
- São José do Rio Preto (Noroeste Paulista): 14,52%;
- Limeira (Região Metropolitana de Campinas): 16,58%;
- Campinas (Região Metropolitana de Campinas): 17,46%;
- Taubaté (Vale do Paraíba): 19,08%;
- Teresina (PI): 19,55%;
- Campo Grande (MS): 20,69%;
- Petrópolis (RJ): 22,28%;
- Maringá (PR): 22,78%;
- Franca (Nordeste Paulista): 24,01%.
Quatro delas são atendidas pela Sabesp: Suzano, Santos, Taubaté e Franca. As demais têm gestão municipal do saneamento básico.
Dez cidades de SP aparecem em pelo menos um indicador
Quando os dois indicadores são analisados separadamente, mais cidades paulistas aparecem no nível de excelência. Pelo critério percentual, 20 cidades brasileiras cumprem o teto de 25% de perdas na distribuição. Pelo critério volumétrico, 18 cumprem o limite de 216 litros por ligação ao dia. Ao todo, 10 municípios paulistas, incluindo a Capital, figuram em pelo menos uma das duas listas: Suzano; Santos; São José do Rio Preto; Limeira; Campinas; São Bernardo do Campo; Taubaté; Franca; São Paulo; e Itaquaquecetuba.
No recorte por unidade da federação, São Paulo registrou 32,15% de perdas na distribuição em 2024, abaixo da média nacional de 39,53% e a sexta menor taxa entre os 26 estados e o Distrito Federal. São Paulo registrou 280 litros por ligação ao dia, oitava menor taxa do país e abaixo da média nacional de 349 litros.
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