Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 03 de Setembro 2026
Política

TSE aperta o cerco contra IA em 2026 e acende alerta para a importância da alfabetização midiática

Com 73% de rejeição ao uso de IA em campanhas, alfabetização midiática ganha importância nas eleições

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
/ 0 acessos
TSE aperta o cerco contra IA em 2026 e acende alerta para a importância da alfabetização midiática
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Com a aproximação das eleições de 2026, novas regras da Justiça Eleitoral estabelecem parâmetros para o uso de inteligência artificial na comunicação política. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou critérios para a identificação de conteúdos produzidos ou modificados por IA e restringiu materiais que possam favorecer ou prejudicar candidaturas, em uma tentativa de reduzir o impacto de manipulações digitais sobre a decisão dos eleitores.

Nas últimas semanas, conteúdos produzidos ou alterados por IA envolvendo candidatos à Presidência acumularam milhões de interações nas redes sociais, colocando à prova a capacidade das plataformas, das autoridades e da própria população de identificar informações manipuladas. Em muitos casos, os materiais circularam sem indicar claramente o uso da tecnologia, apesar das exigências estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

A preocupação também aparece na percepção dos próprios eleitores. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto mostrou que 73% dos brasileiros rejeitam o uso de IA em campanhas eleitorais, enquanto apenas 21% se dizem favoráveis à prática.

Leia Também:

Embora a tecnologia esteja cada vez mais presente na comunicação política, os dados indicam que ainda existe forte resistência à sua utilização. Ao mesmo tempo, a circulação de conteúdos sintéticos cria uma questão: como preparar os eleitores para avaliar criticamente aquilo que recebem nas redes sociais?

"As pessoas aprenderam a desconfiar de notícias falsas, mas hoje imagens, vídeos e áudios podem ser produzidos artificialmente com alto grau de realismo. A questão não é apenas verificar se um conteúdo é verdadeiro ou falso, mas desenvolver a capacidade de analisar criticamente sua origem e sua intenção", afirma Luís Mauro Sá Martino, doutor em Ciências Sociais e professor da Faculdade Paulus de Comunicação (FAPCOM).

Segundo o especialista, esse cenário reforça a importância da alfabetização midiática, entendida como a capacidade de interpretar e contextualizar informações em diferentes meios de comunicação.

"Em períodos eleitorais, as pessoas são expostas a um volume enorme de informações e precisam desenvolver critérios para avaliar o que consomem. As tecnologias mudam rapidamente, mas a necessidade de formar cidadãos críticos permanece".

A alfabetização midiática envolve compreender a origem das informações e verificar as fontes antes de aceitar ou compartilhar um conteúdo. Esse cuidado pode contribuir para que o eleitor tome decisões mais conscientes.

"Não é preciso que o cidadão conheça todas as tecnologias utilizadas para produzir um conteúdo. O mais importante é verificar a fonte e lembrar que nem todo conteúdo corresponde a um acontecimento real".

Ajude o Correio a crescer e a melhorar!

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Correio Regional São Paulo

Publicado por:

Correio Regional São Paulo

O Correio Regional São Paulo é um portal de notícias a serviço do estado de São Paulo. É gerenciado pela ComunicaConde Marketing & Imprensa. Um dos melhores portais de notícias do estado de São Paulo em 2024 e 2025 pelo Brasil Publisher Awards.

Saiba Mais
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR