Com a aproximação do Carnaval, o brilho toma conta das ruas, dos blocos e das festas em todo o país. Glitter e tintas corporais viram parte do visual de muitos foliões, mas o uso desses produtos exige atenção para evitar irritações, alergias e outros problemas dermatológicos. Os cuidados começam na escolha do que será aplicado e continuam até a remoção correta após a folia.
Segundo a professora de Dermatologia da Afya Ribeirão Preto, Lorena Mesquita, um dos erros mais comuns nessa época é utilizar itens que não foram desenvolvidos para uso corporal, como glitter escolar ou industrial e tintas comuns. “Esses produtos não passam por testes dermatológicos e podem conter substâncias tóxicas, como corantes industriais, solventes, conservantes inadequados e até metais pesados, como chumbo e níquel”, alerta.
De acordo com a médica, esses componentes aumentam significativamente o risco de alergias, queimaduras e pequenas lesões, principalmente em regiões mais sensíveis do corpo. Por isso, ela reforça a importância de optar sempre por cosméticos próprios para a pele e aprovados pela Anvisa.
Para curtir o Carnaval com segurança, a dermatologista reúne seis orientações essenciais:
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Use apenas glitter e tintas próprios para a pele, com registro e indicação cosmética no rótulo.
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Evite aplicar os produtos perto dos olhos, boca e mucosas, áreas mais sensíveis e propensas a irritações.
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Faça um teste de sensibilidade antes do uso, especialmente em crianças, aplicando uma pequena quantidade no antebraço.
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Não compartilhe maquiagem, pincéis ou aplicadores, reduzindo o risco de contaminações e infecções.
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Retire os produtos com cuidado, sem esfregar a pele, utilizando demaquilantes ou água micelar adequados.
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Hidrate bem a pele após a remoção, ajudando a restaurar a barreira cutânea depois da festa.
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