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Quarta-feira, 18 de Fevereiro 2026

Economia & Mercado

7 em cada 10 empresas brasileiras perceberam impacto positivo do trabalho de relações públicas em 2025, aponta levantamento

Pesquisa indica ainda que as organizações não pretendem reduzir investimentos na área em 2026

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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7 em cada 10 empresas brasileiras perceberam impacto positivo do trabalho de relações públicas em 2025, aponta levantamento
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A maturidade em relações públicas deu um salto no Brasil. Um novo levantamento da MOTIM, primeira aceleradora de reputação e gestora de posicionamento do mundo, mostra que o trabalho na área já é percebido como motor de competitividade pelas empresas. Entre as 33 organizações consultadas neste mês de dezembro, 39% apontam ganhos comunicacionais expressivos ao longo do ano, principalmente na geração de awareness (consciência de marca) e branding (estrutura da marca), e 33% afirmam que a área foi determinante para gerar impacto direto nos negócios. Apenas 9% das companhias não identificaram qualquer retorno, enquanto 18% informaram não ter área dedicada ou um parceiro para auxiliar na estruturação do setor.

Segundo Gabriel Oliveira, diretor executivo (CEO) da MOTIM, os resultados mostram que hoje a comunicação é tratada dentro das organizações como muito mais intencionalidade. “Por muito tempo, a área de PR (relações públicas), e a construção de reputação em si, foi tratada como consequência. Hoje, as empresas mais bem-sucedidas entendem que ela é a causa, um ativo capaz de impactar vendas, retenção, atração de talentos e percepção de mercado. Marcas que constroem narrativas consistentes criam ciclos virtuosos, com menos dependência de mídia paga e mais legitimidade nas relações”, afirma.

O levantamento da MOTIM reforça que nenhuma empresa, que já utiliza o serviço, pretende reduzir investimentos em PR em 2026, um sinal de resiliência mesmo diante das incertezas típicas de um ano eleitoral e de um cenário macroeconômico que tende a ser adverso. Cerca de 10% informaram, inclusive, que planejam ampliar o investimento, seja contratando ou revisando fornecedores.

PR como construção contínua de confiança

Na prática, diferentes setores já têm comprovado esse avanço. De acordo com Victor Santos, diretor executivo (CEO) da Liv Up, hoje o PR aprofunda a cultura de propósito e transparência junto ao mercado. “Construir uma relação verdadeira com o consumidor sempre foi central. O PR traduz nosso propósito em narrativas que conectam. O resultado mais evidente é o aumento da confiança”, diz.

Já na Espaço Smart, o ganho veio com o reposicionamento narrativo. “O PR consolidou nossa autoridade técnica e ampliou nossa vantagem competitiva. Isso se converteu em crescimento real”, afirma o fundador Fernando Scheffer.

Em cibersegurança, a disciplina é determinante para educar o mercado. “Nosso setor ainda está amadurecendo. O PR foi essencial para nos tornar referência e facilitar conversões, porque muitos clientes já chegam confiando na marca”, explica Caio Telles, diretor executivo (CEO) da BugHunt.

Enquanto na Connectly, o PR se tornou um diferencial global. “O PR fortalece nossa liderança em comércio conversacional, destacando inovação e cases reais. Isso aumenta a credibilidade e abre novas oportunidades comerciais”, afirma Antônio Mota, Head (líder) Global de Marketing.

Impactos mais percebidos: presença, influência e resultados de negócio

Entre as empresas que relataram retorno, o impacto mais frequente está na expansão e no aumento de presença, reforçando o papel do PR na construção de autoridade e posicionamento. Outras apontam efeitos em indicadores comerciais, relacionamento e influência com stakeholders (envolvidos na empresa), além de talento e cultura organizacional.

A diversidade desses impactos mostra que o PR evoluiu de uma função tática de visibilidade para uma alavanca multifuncional, capaz de fortalecer marcas, impulsionar vantagem competitiva e abrir novos caminhos de crescimento.

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) reforça essa visão ao apontar que empresas que planejam suas ações de comunicação têm 63% mais chances de conquistar resultados consistentes e manter relacionamento duradouro com a mídia especializada. Mais do que distribuir releases, é necessário mapear objetivos, públicos prioritários e métricas claras para orientar decisões.

Elaborar um planejamento de assessoria de imprensa é essencial para que cada pauta tenha impacto real. Sem estratégia, a comunicação se dispersa, não alcança quem importa e ainda pode comprometer a imagem da empresa”, ressalta Oliveira.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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