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Quinta-feira, 04 de Junho 2026

Educação

Animes e mangás impulsionam busca de brasileiros por cursos de japonês

Pesquisa aponta que quase 60% dos brasileiros assistem animes semanalmente; movimento ajuda a explicar o interesse crescente pelo idioma e pela cultura japonesa

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Animes e mangás impulsionam busca de brasileiros por cursos de japonês
Foto: Tim Mossholder/Unsplash
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O que antes era visto como um interesse de nicho hoje faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Dos animes assistidos por streaming aos mangás vendidos em grandes livrarias, passando por eventos de cosplay, games, gastronomia e conteúdos que viralizam diariamente nas redes sociais, a cultura japonesa tem conquistado cada vez mais espaço no país, despertado também a curiosidade pelo aprendizado do idioma.

Títulos como “Naruto”, “One Piece” e “Attack on Titan” ajudaram a popularizar o universo dos animes entre diferentes gerações de brasileiros. O fenômeno é refletido em números. Segundo dados da National Research Group (NRG), divulgados pela Crunchyroll, 59,8% dos brasileiros afirmam assistir animes semanalmente. O estudo também aponta reflexos desse interesse no comportamento dos fãs: 66% compram roupas inspiradas em animes, 62% adquirem itens colecionáveis, 52% participam de eventos ligados ao universo da cultura japonesa e 63% acompanham conteúdos relacionados nas plataformas digitais.

O crescimento desse interesse cultural tem refletido diretamente na procura por cursos de japonês, especialmente entre jovens e adultos que desejam compreender melhor expressões, músicas, histórias, personagens e referências presentes nas produções japonesas consumidas diariamente. Acompanhando esse movimento, a Kultivi, uma das maiores plataformas brasileiras de educação online e gratuita, disponibiliza o curso “Japonês Básico”, voltado para quem deseja começar do zero e desenvolver uma base sólida no idioma de forma acessível, flexível e sem custos.

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O interesse pelo japonês cresceu muito nos últimos anos e está diretamente ligado à presença cada vez maior da cultura japonesa no cotidiano dos brasileiros. Muitas pessoas chegam ao curso motivadas por animes, mangás, games ou curiosidade cultural, mas acabam descobrindo novas possibilidades de desenvolvimento pessoal, acadêmico e até profissional através do idioma”, destaca Claudio Matos, diretor executivo (CEO) da Kultivi.

Segundo o executivo, a democratização do acesso ao ensino tem sido um fator importante nesse processo. “Durante muito tempo, aprender japonês era algo associado a cursos caros ou pouco acessíveis. O ensino online gratuito ajuda a quebrar essa barreira e permite que qualquer pessoa tenha a oportunidade de dar os primeiros passos em uma das línguas mais fascinantes e culturalmente ricas do mundo”, explica o especialista.

Disponível gratuitamente, o curso foi desenvolvido especialmente para iniciantes e utiliza uma metodologia comunicativa e contextualizada, focada em situações reais do cotidiano. Entre os conteúdos abordados estão os alfabetos Hiragana e Katakana, regras de pronúncia, vocabulário básico, construção de frases, verbos, partículas gramaticais e expressões utilizadas no dia a dia. O programa também aborda aspectos culturais importantes para a compreensão do idioma em situações reais de comunicação.

O curso é conduzido por Monica Velozo, com ampla atuação no ensino do idioma. Graduada em Letras Português-Japonês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a professora atua como tradutora e intérprete de japonês e inglês e se tornou referência no ensino online da língua por meio dos projetos “Eu Falo Japonês” e do Clube Nihongo Kakumei, iniciativas voltadas à aprendizagem prática e contextualizada do idioma.

Ao longo das aulas, Monica conduz os estudantes desde os primeiros contatos com os alfabetos japoneses até estruturas gramaticais mais complexas, expressões do cotidiano e aspectos culturais que ajudam a compreender como a língua é utilizada pelos japoneses em diferentes contextos sociais. “O aprendizado de idiomas deixou de estar ligado apenas ao currículo profissional. Hoje, muitas pessoas estudam porque querem compreender melhor os conteúdos que consomem, viajar, conhecer novas culturas ou simplesmente desafiar a própria capacidade de aprender algo novo. O japonês se encaixa perfeitamente nesse cenário porque une língua, comportamento e cultura de uma forma muito forte”, completa o executivo.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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