Localizada no Centro de São Paulo, a WG galeria reúne uma coleção de obras inéditas do jovem artista Antonio Kuschnir na mostra “O mundo entreaberto”. Reafirmando seu compromisso com a difusão de novos artistas visuais no cenário nacional, a WG realiza a primeira exposição individual do artista visual, na cidade de São Paulo. O projeto curatorial foi desenvolvido pela pesquisadora Priscyla Gomes, experiente curadora, responsável por exposições como: Andy Warhol: Pop Art! e “Vânia Mignone: De tudo se faz canção”.
Segundo Priscyla Gomes, “Aquilo que se apresenta na obra de Kuschnir insinua muito sobre o processo. Um processo resiliente e dedicado no ateliê, de um leitor e observador atento, que também revela a convicção do artista de que é na fatura pictórica que reside um dos mais substanciais pensamentos”. A curadoria aproxima o artista de Henri Matisse a partir do texto Notas de um pintor (1908), no qual Matisse afirma que o pensamento do artista está ligado ao modo como ele realiza a obra. Nesse sentido, a seleção reúne trabalhos recentes que não tratam o ateliê como tema, mas mostram a pintura como processo, sendo um lugar onde a experiência se constrói no próprio fazer.
Antonio Kuschnir nasceu em 2001 no Rio de Janeiro e desde 2017 pinta profissionalmente. Em 2022 se tornou o artista mais jovem a realizar uma exposição individual na história do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Há pouco mais de dois anos o artista radicou-se na Europa, onde já é representado por uma galeria em Gênova, Itália, pela qual fez duas exposições individuais, uma na própria cidade de Gênova e a segunda em Milão, também na Itália. Ainda na Europa, participou de mostras em Bonn e Colônia (Alemanha), Palma de Mallorca (Espanha). No Brasil além de São Paulo, realizou exposições no Rio de Janeiro e Paraíba e vem sendo citado por curadores, agentes e mídias do mercado da arte como uma revelação da atualidade. Suas obras integram as coleções do Museu de Arte do Rio – MAR, da Presidência do Brasil, do Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, e do Centro Cultural da Diversidade de São Paulo. Também faz parte da coleção de Paulo Vieira, presidente do Conselho Internacional da Tate, na Inglaterra.
O trabalho de Kuschnir explora as contradições entre realidade e ficção, mesclando cosmologias pessoais e coletivas em pinturas vibrantes que operam num mundo onírico. “O universo pictórico de Kuschnir é povoado por figuras que parecem habitar um tempo suspenso. Corpos que escapam à proporção dividem o espaço com objetos cotidianos, tecidos fluidos e elementos naturais que não obedecem a uma lógica de escala ou de pertencimento. O resultado é um espaço instável, onde o passado não é memória, mas matéria ativa, e o presente não é instante, mas campo de forças.”, explica Priscyla Gomes, curadora da mostra.
Para a expografia, a WG galeria criou um ambiente que evoca a fabulação, a mitologia, a história da arte e o teatro medieval. As amplas janelas do espaço que tem projeto dos anos 1950, foram cobertas por cortinas de veludo e as paredes foram escurecidas para dialogar com os trabalhos que possuem uma diversidade imensa de cores. Ainda sobre a cromia nos trabalhos de Antonio, Gomes escreve: “Em Kuschnir, a cor envolve, suspende, por vezes, perturba. Há momentos em que ela parece vir de um lugar anterior à nomeação, como se carregasse em si um saber obscuro da pintura. Talvez seja aí que sua relação com Matisse se torne mais sutil e mais profunda. Não apenas no gosto pela intensidade cromática, ou na liberdade diante da forma, mas na compreensão de que a pintura pode ser uma morada sensível para aquilo que, na vida, permanece excessivo, disperso ou intraduzível”.
Serviço:
Entrada gratuita
Datas: 10 abril a 22 de maio
Local: WG Galeria
Endereço: Rua Araújo, 154 / Mezanino – São Paulo
Horário de funcionamento:
Terça a sexta: 11h às 19h
Sábado: 11h às 17h
Informações: wggaleria.com
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