Com a proposta de estimular o diálogo nas escolas sobre a violência contra a mulher e a prevenção do feminicídio, a Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) disponibiliza a exposição virtual “Basta de Feminicídio”. A iniciativa, que conta com a análise da psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado, reúne 78 cartuns que oferecem recursos pedagógicos aos professores para promover diálogos, estimular reflexões e abordar a prevenção do feminicídio no ambiente escolar.
“O cartum tem uma linguagem próxima de crianças e jovens, ideal para transmitir e fixar informações tão importantes. Na minha experiência profissional e em meus livros, o desenho é uma ferramenta educativa que cria uma conexão próxima com esse público. Espero que a análise que desenvolvi de cada cartum ajude a mostrar que a violência nunca é o caminho do amor”, explica Paula, autora de mais de 100 livros infantojuvenis e especialista em atendimento a crianças e adolescentes.
Material de apoio
Para preparar as atividades em sala de aula, os docentes precisam consultar as indicações da profissional, que classifica os cartuns por faixa etária e ajuda a selecionar as obras mais adequadas a cada etapa de ensino - a maioria é indicada para o Ensino Fundamental Anos Finais e o Ensino Médio.
Em cada obra, Paula acrescenta informações sobre seus aspectos simbólicos, sugestões de leitura crítica, perguntas para estimular o debate, cuidados na mediação e temas que podem ser abordados entre os alunos.
Após conhecer as interpretações da especialista, os educadores podem selecionar algumas imagens e promover debates que incentivem a análise crítica coletiva acerca das representações presentes nas imagens e da campanha de combate ao feminicídio.
“O cartunista tem como princípio defender a paz e o amor, além de denunciar a barbárie na sociedade. Por isso, a Associação dos Cartunistas do Brasil não poderia ficar de fora da luta sobre a violência contra as mulheres que, inacreditavelmente, persiste em pleno século 21. O cartum é uma força para enfrentarmos esse problema onde ele começa: nos lares, e não onde termina, no cemitério”, enfatiza o presidente da ACB, José Alberto Lovetro (JAL).
Escolas e professores que desejam saber mais sobre o projeto ou esclarecer dúvidas podem entrar em contato pelo e-mail expobastadefeminicidio@gmail.
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