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Quinta-feira, 19 de Fevereiro 2026

Economia & Mercado

Isenção do IR até R$ 5 mil impulsiona economia do Grande ABC com R$ 2,54 bilhões em 2026

Promessa eleitoral de 2018 que apenas entrou em vigor no final do ano passado, beneficia região mais desenvolvida da Região Metropolitana de São Paulo

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Isenção do IR até R$ 5 mil impulsiona economia do Grande ABC com R$ 2,54 bilhões em 2026
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A isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais já está em vigor e deve provocar um impacto econômico expressivo no Grande ABC. Estimativas indicam que 591 mil pessoas na região são beneficiadas, com uma economia média anual de cerca de R$ 4,3 mil por trabalhador, o que representa uma injeção de aproximadamente R$ 2,54 bilhões por ano na economia local.

A mudança na legislação elevou a faixa de isenção mensal e eliminou a cobrança de Imposto de Renda para quem recebe até esse limite. Antes da nova regra, um trabalhador com salário de R$ 5 mil pagava cerca de R$ 312 por mês, valor que, ao longo do ano, superava R$ 4 mil em imposto retido na fonte. Com a aplicação do redutor previsto na nova tabela, esse desconto deixou de existir, aumentando diretamente o salário líquido.

Para o especialista em finanças e sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, Carlos Afonso, a economia anual decorre exclusivamente da ampliação da faixa de isenção e do mecanismo de redução do IR mensal, sem alteração nas alíquotas. ''Na prática, o trabalhador passa a perceber o benefício mês a mês, com maior valor líquido depositado na conta'', destaca.

Segundo Afonso, o impacto da medida vai além do alívio individual e tende a se espalhar pela economia regional.

Haverá mais recursos circulando na economia, e o trabalhador poderá optar pelo consumo, pelo pagamento de dívidas ou pela formação de poupança. De qualquer modo, o reflexo tende a ser muito positivo para a economia”, afirma.

A nova regra também prevê redução parcial do imposto para quem ganha acima da faixa de isenção total. Trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passam a contar com um redutor progressivo, que diminui conforme o salário se aproxima do teto. A partir desse valor, volta a valer a alíquota cheia de 27,5%, conforme a lógica da tabela progressiva do Imposto de Renda.

Na avaliação do especialista, a medida corrige uma distorção histórica provocada pela falta de atualização da tabela do Imposto de Renda ao longo dos últimos anos. ''Com mais dinheiro permanecendo no bolso do contribuinte a partir de 2026, a expectativa é de fortalecimento do consumo, redução do endividamento das famílias e estímulo à atividade econômica, com potencial impacto positivo também no crescimento do PIB'', finaliza.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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