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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Cultura & Entretenimento

“Magia, o Musical” está em cartaz na Capitl e propõe uma fábula contemporânea sobre desigualdade, identidade e o verdadeiro significado de desejar

Produção original brasileira no Instituto Brasileiro de Teatro combina fantasia, crítica social e trilha latino-caribenha em uma narrativa desenvolvida entre Brasil, Estados Unidos e Caribe

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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“Magia, o Musical” está em cartaz na Capitl e propõe uma fábula contemporânea sobre desigualdade, identidade e o verdadeiro significado de desejar
Foto: Verônica Aleixo
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Uma ilha onde desejos se realizam, mas nunca sem custo. É a partir dessa premissa que se desenvolve “Magia, o Musical”, espetáculo autoral, que marca a primeira produção da Girassol Produções em parceria com Marília Lopes, em cartaz no novo Centro Cultural Instituto Brasileiro de Teatro (IBT), na Bela Vista, com temporada até 12 de maio, sessões às terças e, ocasionalmente, às quartas, e ingressos à venda pela Sympla. Na trama, a montagem conduz o público por uma história fantástica atravessada por temas como desigualdade social, opressão e identidade cultural.

Escrito por Nathan Leitão e Letitia Bullard, o musical parte de um universo ficcional para construir uma alegoria sobre o funcionamento das estruturas sociais. Na trama, a ilha de Tekoha abriga uma fonte mágica capaz de realizar desejos: ao completar 17 anos, cada cidadão tem um pedido atendido. O que se apresenta como privilégio, no entanto, revela uma lógica invisível, já que, a cada desejo concedido, algo de igual valor é retirado da ilha vizinha, Deyo.

É nesse contexto que surge Leilani, jovem habitante de Deyo que atravessa fronteiras em busca da magia capaz de salvar a vida de seu pai. Sua jornada, ao mesmo tempo íntima e política, conduz a história por uma pergunta central: o que é, afinal, a verdadeira magia em uma sociedade que naturaliza desigualdades e sustenta seus próprios desequilíbrios?

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Com direção de Samuel Gonçalves, que conta com Mafê Alcântara como assistente de direção e diretora residente, direção musical assinada por Nathan Leitão, em parceria com Felipe Sushi, e coreografia de Julia Sanchis, o espetáculo articula diferentes camadas de linguagem para construir uma encenação que equilibra fantasia, ritmo e reflexão. A condução criativa se ancora em um processo colaborativo que atravessa desde a concepção até a realização em cena.

Mais do que um espetáculo de fantasia, “Magia” se organiza como uma construção de camadas, em que o encantamento visual convive com uma reflexão sobre pertencimento, acesso e identidade. A encenação sustenta esse equilíbrio ao propor uma experiência que transita entre o imaginário e a observação crítica do mundo contemporâneo.

O projeto nasce de um encontro artístico e cultural. Nathan Leitão Letitia Bullard se conheceram durante o mestrado em Composição para Teatro Musical na Faculdade de Música de Berklee, em Nova York, onde identificaram pontos de contato entre suas origens, brasileira e bahamense. A partir desse diálogo, desenvolveram uma mitologia própria, atravessada por referências culturais diversas e por uma investigação sobre dinâmicas sociais compartilhadas entre diferentes territórios.

Desde então, “Magia” vem sendo desenvolvido em um circuito internacional de formação e experimentação. O musical participou de showcases em Nova York com instituições como New York Theater Barn e Prospect Musicals, integrou o NAMT em 2025 e passou por processos de desenvolvimento na Syracuse University e na Manhattan School of Music. Atualmente, a obra segue em aceleração pela Yale University, etapa que impulsionou a realização simultânea de montagens no Brasil e nas Bahamas em 2026.

Essa circulação amplia o alcance do projeto e reforça sua vocação de dialogar com diferentes públicos a partir de uma história que, embora fantástica, se ancora em experiências reais. A estreia brasileira também carrega um dado central: sua realização só foi possível por meio de financiamento coletivo, mobilizando uma rede de centenas de apoiadores e evidenciando o caráter independente da produção.

Em cena, o espetáculo reúne nomes reconhecidos do teatro musical brasileiro e uma nova geração de intérpretes. Laura Castro vive Leilani e também integra a produção do espetáculo, ao lado de Gigi Debei e Marília Lopes, que acumulam funções entre a produção e o elenco. No palco, Marília Lopes interpreta Yara, ao lado de Aline Serra como Deanna, João Ferreira como João Doidão, Ivan Parente como Ivo, Yudchi como Kadu, Gigi Debei como Sadé e Abrahão Costa como Azuri. A encenação se apoia ainda em uma estrutura que inclui covers, swings e ensemble, com Nayara Venâncio, Nicole Luz, Eddy Norole, Gabriel Kadu, Nicolas Mencalha, Sarah Macedo, Helena Bemelmans, Douglas Motta e Jeison Lopes, além de Ana Catharina Goulart, que atua também como assistente de coreografia e dance captain.

A musicalidade do espetáculo é executada ao vivo, com regência e teclado de Sarah Moreira, ao lado de Thiago Guimarães, no violão e baixo, e Kayo Vidal e Lukas Felli, que se alternam nas sessões na percussão, além da preparação vocal de Pedro Copetti. A partir dessa base, a trilha ganha corpo ao misturar ritmos brasileiros como samba, rap, funk e bossa nova a influências afro-latinas e caribenhas, criando uma identidade sonora que atravessa a encenação e sustenta o ritmo da história em cena.

O universo visual se constrói a partir do figurino de Allan Ferc e do visagismo assinado por Dicko Lorenzo e Matte Gadelha, em diálogo com a cenografia de César Augusto e o desenho de luz de Gabriel Gonçalves. O desenho de som de Guilherme Zomer completa a experiência sensorial da encenação, potencializada pela configuração do Palco Praça, espaço de caráter mais intimista, com cerca de 160 lugares, que favorece a proximidade e a relação direta entre cena e público.

Pensado como uma experiência acessível e envolvente para diferentes faixas etárias, “Magia, o Musical” se apresenta como uma porta de entrada para novos espectadores no teatro, ao mesmo tempo em que oferece densidade temática suficiente para dialogar com públicos já familiarizados com o gênero. Ao articular entretenimento e reflexão sem recorrer a simplificações, a obra propõe um deslocamento: olhar para o extraordinário não como fuga, mas como uma forma possível de ler e repensar o mundo ao redor.

A montagem conta com o apoio de Casa da Dança, Bake Bun, Radar Sound, IBT, HAYA, Sala Palco, Mari Maria, Broadway Experience e Stone Art Films, além do patrocínio de Hera Casting, Padoca Delas, Ebla Skincare, Brasil Classical e LML Contabilidade.

SERVIÇO:

Local: Instituto Brasileiro de Teatro (IBT)
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 – Bela Vista – São Paulo/SP

Temporada: 17/03/2026 a 12/05/2026

Sessões: Terças-feiras semanais e Quartas-feiras ocasionais, às 20:00
Abertura da casa: 60 minutos antes
Duração: 135 minutos (com intervalo)
Classificação: Livre

Lotação máxima: 160 Pessoas


ACESSIBILIDADE

Algumas sessões contarão com intérprete de Libras. As datas serão divulgadas previamente nas redes sociais oficiais do espetáculo: @magiaomusical.

O local possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.


INGRESSOS:

“Rahiti” (Arena-Inteira): R$ 100,00

“Rahiti” (Arena-Meia-entrada): R$ 50,00 (conforme legislação vigente)

“Yara” (Mezanino): R$ 100,00

“Yara” (Mezanino Meia-entrada): R$ 50,00 (conforme legislação vigente)

"Manga" (Mezanino - Visão Parcial) R$ 80,00

"Manga" (Mezanino - Visão Parcial Meia-entrada) R$ 40,00 (conforme legislação vigente)


“João Doidão” (Mezanino em pé): R$ 40,00 (preço único) ***A escolha por esse formato de ingresso é uma decisão exclusiva da produção do musical MAGIA. O IBT (Instituto Brasileiro de Teatro) não possui qualquer relação com essa definição, exigência ou determinação.

*** AS VENDAS DE INGRESSO DESTE ESPETÁCULO SÃO APENAS PELO SYMPLA.

***É OBRIGATÓRIA a apresentação de documento comprobatório para meia-entrada.


INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  • Os assentos são ocupados por ordem de chegada.

  • Ingressos com visão parcial não poderão ser trocados.

  • Chegue com antecedência.


NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA APÓS O INÍCIO DO ESPETÁCULO NA ARQUIBANCADA.

Por se tratar de um teatro em formato semi-arena, os espaços de circulação também compõem a área de acomodação do público. Após o início da apresentação, não é possível liberar a entrada sem comprometer a experiência artística e a segurança da plateia e do elenco.

***TODA SESSÃO PODE SOFRER ALTERAÇÕES NA ESCALAÇÃO DO ELENCO!

POLÍTICA DO EVENTO

Cancelamento de pedidos pagos

Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.

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Edição de participantes

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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