O uso da tecnologia para dar visibilidade a experiências e facilitar o acesso a soluções desenvolvidas nas escolas está no centro do Mapa de Ações Climáticas desenvolvido pelo Movimento Escolas pelo Clima, da Reconectta. Lançada em sua primeira versão e em constante atualização, a ferramenta reúne ações de educação climática realizadas por instituições em diferentes regiões do país e permite localizar projetos e conhecer seus impactos.
“Queremos usar a tecnologia de forma consciente e propositiva. O mapa ajuda a mostrar quem está fazendo acontecer, contextualiza as iniciativas e cria possibilidades de conexão entre educadores e agentes transformadores”, afirma Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta. “Ao reunir essas experiências, construímos também um banco de ideias que pode inspirar outras escolas e ampliar o alcance da educação climática”, completa.
O mapa foi desenvolvido em parceria com a barrabarra – Consciência Digital e também permite observar a distribuição regional das ações, assim como facilita a localização dos projetos.
Entre as experiências que podem ser encontradas no mapa está o Desperdiçômetro, da Marista Escola Social Ecológica, em Almirante Tamandaré (PR). Voltado ao Ensino Fundamental Anos Finais, o trabalho busca conscientizar sobre o desperdício de alimentos por meio da pesagem diária das sobras, da análise dos dados e da socialização dos resultados. A ação contribuiu para reduzir o desperdício, ampliar o engajamento coletivo e estimular os estudantes a desenvolver soluções tecnológicas relacionadas ao tema.
Em São Simão (Região Metropolitana de Ribeirão Preto), o Colégio Jesus Maria José desenvolve a Revolução dos Baldinhos. Os estudantes levam os recipientes para casa e os devolvem duas vezes por semana com resíduos orgânicos. A ação começou com 40 baldinhos e atualmente conta com 400. Ao todo, foram compostadas 2,5 toneladas de resíduos, que resultaram em 1,5 tonelada de composto orgânico.
Na Capital Paulista, o Liceu Santa Cruz reúne toda a comunidade escolar no Verdejando a Mooca. A meta é plantar mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no distrito da Mooca, contribuindo para reduzir os efeitos da ilha de calor urbana e favorecer o retorno de aves e polinizadores. Até o momento, foram plantadas 200 árvores nativas, resgatadas 170 mudas, implantado o Viveiro-Escola, elaborado um mapa digital para visitação das árvores e distribuídos 100 vasos na instituição.
“Ao reunir experiências de diferentes cidades e contextos, o mapa evidencia que a educação climática já se traduz em práticas concretas nas escolas brasileiras. O compartilhamento dessas ações pode, ainda, favorecer novas conexões, fortalecer políticas públicas e inspirar sua adaptação a outras realidades”.
O mapa pode ser consultado pelo seguinte link.
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