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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Economia & Mercado

Mercado de escritórios de alto padrão começa 2026 em alta em São Paulo, com mais de 62 mil metros quadrados absorvidos no trimestre

Estudo aponta que a vacância no período foi de 11,38%, queda em relação ao primeiro trimestre de 2025

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Mercado de escritórios de alto padrão começa 2026 em alta em São Paulo, com mais de 62 mil metros quadrados absorvidos no trimestre
Foto: Cushman & Wakefield
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O mercado de escritórios de alto padrão na São Paulo iniciou 2026 com sinais consistentes de retomada e maior equilíbrio entre oferta e demanda. De acordo com o estudo de Market Beat (impacto de mercado, em tradução livre) do 1º trimestre de 2026, da Cushman & Wakefield, a absorção líquida no primeiro trimestre atingiu 62.555 m², mantendo o ritmo positivo observado ao longo de 2025. O desempenho reforça a continuidade da demanda por espaços corporativos de alta qualidade, impulsionada principalmente pelos setores de tecnologia e financeiro, que seguem liderando a ocupação de escritórios na Capital Paulista.

Vacância recua e indica mercado mais saudável

Outro indicador que confirma o momento positivo do setor é a taxa de vacância, que encerrou o trimestre em 11,38%, em queda em relação ao período anterior. O movimento consolida uma tendência de compressão iniciada em 2025, resultado da combinação entre absorção consistente e crescimento moderado da oferta.

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Regiões como JK (3,88%) e Pinheiros (4,67%) se destacam pelos baixos níveis de disponibilidade, enquanto áreas como Marginal Pinheiros (27,22%) e Chácara Santo Antônio (25,45%) ainda apresentam maior espaço para ocupação - embora já demonstrem sinais de recuperação.

Preços mostram ajuste após ciclo de alta

O preço médio pedido ficou em R$ 138,35/m²/mês, registrando uma leve retração frente ao trimestre anterior. O movimento indica um ajuste pontual após a valorização observada ao longo de 2025 e reflete um cenário mais equilibrado entre proprietários e ocupantes.

As regiões/avenidas prime seguem liderando os valores:

  • Avenida Brigadeiro Faria Lima: R$ 290,19/m²/mês;
  • Avenida Presidente Juscelino Kubitschek (JK): R$ 281,71/m²/mês;
  • Avenida Paulista: R$ 250,00/m²/mês;
  • Pinheiros: R$ 221,90/m²/mês.

A manutenção de preços elevados nessas áreas é sustentada pela baixa vacância e pela alta demanda por ativos de maior qualidade.

Início de ano aquecido, com quase 90 mil m² locados

O volume total de áreas locadas no trimestre somou 88.452 m², evidenciando um começo de ano bastante ativo. A região da JK liderou as transações, seguida por Marginal Pinheiros e Avenida Doutor Chucri Zaidan.

No recorte por setores, empresas de tecnologia e do mercado financeiro continuam como principais motores da demanda por escritórios de alto padrão.

Pipeline (funil) deve aumentar competição ao longo de 2026

O trimestre também registrou a entrega de 17.745 m² de novo estoque, com destaque para as regiões da Avenida Paulista e Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. Para os próximos meses, a expectativa é de aumento mais expressivo da oferta, com novos projetos previstos em regiões como Chucri Zaidan, Pinheiros e Itaim.

Esse movimento tende a elevar a competitividade entre os empreendimentos, ao mesmo tempo em que deve estimular a migração de empresas para edifícios mais modernos e eficientes.

 “O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo inicia o ano com um cenário de bastante consistência e forte execução, refletindo uma mudança estrutural na forma como as empresas pensam seus espaços. Hoje, a estratégia de investimento passa menos por metragem e mais por qualidade e localização, já que não há mais a necessidade de ter todos os colaboradores presencialmente. Os edifícios mais modernos seguem se destacando e capturando a maior parte da demanda, especialmente de empresas dos setores de tecnologia e financeiro, que continuam mais aquecidos. É um mercado em transformação, mais seletivo e orientado à eficiência”, conclui Dennys Andrade, líder de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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