O Instituto Ripaxote de Cultura marca presença na abertura oficial do Carnaval de São Paulo 2026, integrando o desfile do Grupo de Acesso 2 por meio do projeto Liga do Amanhã, iniciativa da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) voltada à formação cultural de crianças e jovens.
A apresentação acontece neste sábado (07), no Sambódromo do Anhembi, antecedendo os desfiles oficiais do Grupo de Acesso 2. Ao todo, 20 crianças do Instituto, vão desfilar na bateria comandada pelo Mestre Avelar, levando para a avenida o Ripaton, instrumento musical brasileiro criado por Tony Daniel.
O Liga do Amanhã reúne jovens de 5 a 14 anos de diversas agremiações e tem como objetivo cultivar, perpetuar e fortalecer a cultura do Carnaval desde a infância, oferecendo às novas gerações a vivência real da maior manifestação cultural do país.
Nesta edição, a bateria ganha um elemento especial: o Ripaton, instrumento percussivo feito de madeira ecologicamente correta e sustentável, com sonoridade grave central, esteiras nas pontas, flips laterais e castanhola frontal. Versátil, ele pode ser integrado a diferentes estilos musicais e é conhecido como o “instrumento da alegria”.
Criador do Ripaton e fundador do Instituto Ripaxote, Tony Daniel celebra o momento.
“Estar no Anhembi com nossas crianças, dentro da Liga do Amanhã, é muito mais do que um desfile. É a prova de que a arte transforma vidas. O Ripaton nasce com propósito social e hoje ecoa na maior festa cultural do mundo. Ver 20 crianças tocando esse instrumento na bateria é ver sonhos ganhando ritmo. Aproveito para agradecer ao presidente da Liga, Tomate, à secretária da Liga, Letícia Ferraz, e a todos os profissionais envolvidos por acreditarem no nosso trabalho e abrirem esse espaço tão importante para as novas gerações”.
Essa não é a primeira vez que o Ripaton pisa na avenida. O instrumento já integrou a bateria Pulsação Nota Mil da X-9 Paulistana, ocasião em que o cantor e multi-instrumentista Leandro Lehart elogiou publicamente sua sonoridade e impacto na batucada.
Para Tony, o desfile simboliza um marco na trajetória do projeto.
“Cada criança ali carrega uma história. Muitas vieram de contextos de vulnerabilidade e hoje estão protagonizando um momento histórico. Isso mostra que cultura, educação e afeto constroem futuros possíveis”.
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