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Quarta-feira, 18 de Fevereiro 2026

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Região se mobiliza em ação de saúde pública para prevenir avanço da dengue

Diante de números alarmantes e do risco de novo ciclo epidêmico, iniciativa aposta na prevenção e na mobilização social

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Região se mobiliza em ação de saúde pública para prevenir avanço da dengue
Foto: Johnny Torres/Famerp
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No último ano, São José do Rio Preto tornou-se epicentro nacional da dengue, com mais de 50 mil casos confirmados e cerca de 40 óbitos, atingindo incidência superior a 3 mil casos por 100 mil habitantes, a maior do país. O avanço acelerado da doença levou ao colapso do sistema de saúde e à decretação de emergência, com impactos que extrapolaram a área assistencial e afetaram o funcionamento da cidade, a economia e a rotina da população. Esse histórico recente reforça a necessidade de ações estruturadas, contínuas e baseadas em prevenção.
 
Diante do cenário epidemiológico registrado em 2025 e das projeções que indicam risco elevado de nova crise em 2026, a Unimed São José do Rio Preto lança a campanha de saúde pública “Unimed em Guerra contra a Dengue”, uma mobilização preventiva voltada ao engajamento da população no enfrentamento ao mosquito transmissor da doença.

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Como a maior operadora de saúde da região, a cooperativa atua movida pela responsabilidade com a saúde da população e pela compreensão de que a dengue não é um problema pontual, mas um desafio permanente de saúde pública. A campanha nasce com o objetivo de agir de forma preventiva, antes do agravamento do quadro, estimulando mudanças de comportamento e ampliando a consciência coletiva sobre o papel de cada cidadão na proteção da própria saúde e da comunidade.
 
Segundo o presidente da Unimed Rio Preto, Dr. Marcelo Lúcio de Lima, a iniciativa é uma resposta direta ao cenário vivido recentemente pela região. “Os números mostram que a dengue deixou de ser um problema pontual e passou a representar um risco real para a saúde da população. Diante disso, entendemos que a prevenção precisa ser tratada como prioridade de saúde pública, com informação, mobilização e participação ativa da sociedade. Cada atitude conta, e é dentro das casas que essa prevenção começa”, afirma.
 
O conceito da campanha se baseia em uma metáfora clara e intencional: a dengue, no contexto vivido por Rio Preto e região, se comporta como uma guerra. O mote “cada casa é uma trincheira” reforça que a maior parte dos focos do mosquito Aedes aegypti está nos ambientes domésticos, quintais, calhas, ralos, vasos, caixas d’água e recipientes que acumulam água, e que é nesses espaços que a prevenção precisa acontecer.
 
Ao adotar esse conceito, a campanha coloca a população como protagonista do enfrentamento. Com medidas simples, realizadas de forma regular, é possível eliminar criadouros e interromper o ciclo de transmissão do vírus, reforçando que o impacto coletivo depende da soma de atitudes individuais.
 
A mobilização é liderada pela Unimed Rio Preto e envolve cerca de 1.600 médicos cooperados, de diferentes especialidades, que atuam como multiplicadores das orientações de prevenção no contato direto com pacientes e familiares. A campanha conta com uma estratégia de comunicação ampla e contínua, com presença em mídia tradicional, digital e canais diretos de relacionamento. Aproximadamente 411 mil clientes da Unimed receberão mensagens por SMS, WhatsApp e e-mail marketing, com orientações práticas sobre o cuidado com quintais e a eliminação de focos do mosquito transmissor da dengue.
 
Entre os clientes empresariais, a cooperativa também estimulará a comunicação interna e a adoção de ações preventivas nas empresas. A iniciativa nasce em Rio Preto e será estendida a outros municípios da região, como Olímpia, Mirassol, Votuporanga e Fernandópolis.
 
Sinal de alerta
 
Estudos epidemiológicos conduzidos por instituições como a Fiocruz, em parceria com a FGV, Famerp e dados do Ministério da Saúde apontam que 2026 pode representar um novo ciclo crítico da dengue no Brasil. Entre os principais fatores de preocupação está a circulação do sorotipo DENV-3, ausente do país por mais de uma década e que voltou a se espalhar a partir de 2024. Grande parte da população não possui imunidade prévia a esse sorotipo, o que aumenta a vulnerabilidade coletiva e o risco de formas mais graves da doença. Soma-se a esse cenário o padrão cíclico das epidemias e os efeitos das mudanças climáticas, com períodos prolongados de calor e chuvas irregulares, que favorecem a proliferação do mosquito.
 
Esse conjunto de fatores fundamenta a campanha e reforça que a prevenção ambiental, a informação qualificada e a mobilização social contínua são, neste momento, as ferramentas mais eficazes para conter o avanço da doença e proteger a população.
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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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