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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
Economia & Mercado

Tentativas de fraude colocaram R$ 573 milhões do e-commerce sob risco no 1º semestre

Uma tentativa de fraude foi identificada a cada 21 segundos, somando mais de 4 mil ocorrências por dia

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Tentativas de fraude colocaram R$ 573 milhões do e-commerce sob risco no 1º semestre
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O comércio eletrônico brasileiro esteve sob pressão constante dos fraudadores durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram identificadas 743.638 tentativas de fraude, segundo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil e líder em soluções antifraude. O volume equivale a uma ocorrência a cada 21 segundos e a mais de 4 mil ocorrências por dia, com quase 1 a cada 100 pedidos analisados apresentando indícios de fraude. Caso essas operações não tivessem sido identificadas, poderiam ter provocado um prejuízo de R$ 573.162.304 para empresas e consumidores.

Os números revelam uma pressão diária e contínua sobre as operações digitais. Em apenas seis meses, foram centenas de milhares de investidas com potencial para causar perdas superiores a meio bilhão de reais. Esse cenário mostra que a prevenção à fraude não pode ser tratada apenas como uma etapa pontual da compra, mas como uma estratégia permanente ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez.

Beleza lidera ranking, com quase 68 mil tentativas

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As três categorias mais impactadas concentraram mais da metade (56%) de todas as tentativas de fraude identificadas no e-commerce durante o semestre. “Beleza” liderou o ranking, com 67.782 ocorrências, o equivalente a 23,8% de todas as tentativas de fraude identificadas. Na sequência, “Calçados” registrou 56.193 tentativas, e “Saúde” completou o top 3, com 35.314 registros. Juntas, somaram 159.289 tentativas de fraude. O resultado mostra que mais de uma em cada cinco investidas detectadas no comércio eletrônico esteve concentrada nesses segmentos.

A composição do ranking mudou de forma relevante em relação ao primeiro semestre de 2025. No ano passado, “Eletrodomésticos” ocupava uma posição entre as três categorias mais impactadas, enquanto “Saúde” aparecia apenas na sétima colocação. Em 2026, o segmento passou a integrar o top 3. Segundo Sanchez, a mudança pode acompanhar o crescimento da procura por produtos relacionados à saúde, ao autocuidado e ao bem-estar, incluindo itens de alta demanda e maior ticket médio, como medicamentos emagrecedores. Embora os dados não permitam estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o avanço reforça a necessidade de atenção a categorias que passam por rápidas mudanças de consumo.

Fraudadores acompanham tendências e buscam oportunidades em segmentos com maior urgência de compra ou produtos de valor elevado. A rápida subida de ‘Saúde’ no ranking mostra que o risco pode mudar de direção em pouco tempo, exigindo que as empresas atualizem constantemente seus modelos e regras de prevenção”.

Uma brecha pode transformar uma compra em prejuízo

O prejuízo potencial superior a R$ 673 milhões evidencia o impacto financeiro que as investidas poderiam provocar caso avançassem. Além das perdas diretas, fraudes bem-sucedidas podem gerar custos operacionais, contestações de pagamento, desgaste da relação com o consumidor e danos à reputação das lojas.

Ao mesmo tempo, mecanismos excessivamente rígidos também podem barrar clientes legítimos e levar ao abandono da compra. Por isso, a plataforma recomenda uma estratégia capaz de diferenciar operações confiáveis de comportamentos suspeitos em tempo real, reduzindo riscos sem acrescentar obstáculos desnecessários à experiência do usuário.

Como consumidores podem reduzir os riscos nas compras online:

  • Desconfiar de produtos anunciados por preços muito abaixo dos praticados pelo mercado;
  • Conferir cuidadosamente o endereço do site antes de inserir dados pessoais ou informações de pagamento;
  • Evitar links recebidos por e-mail, SMS, redes sociais ou aplicativos de mensagem e acessar a loja diretamente pelo canal oficial;
  • Utilizar senhas fortes e diferentes para cada serviço, além de ativar a autenticação em dois fatores;
  • Não compartilhar senhas, códigos de confirmação ou dados completos do cartão;
  • Dar preferência a cartões virtuais e acompanhar os alertas de movimentação enviados pelas instituições financeiras;
  • Verificar a reputação da loja e seus canais oficiais de atendimento antes de concluir a compra.

Recomendações para empresas:

  • Adotar uma estratégia de prevenção à fraude em camadas, combinando dados cadastrais, validação de identidade, análise de dispositivos e comportamento transacional;
  • Atualizar continuamente os modelos de risco para acompanhar mudanças nas estratégias dos fraudadores;
  • Monitorar ocorrências por categoria, produto, valor, canal, forma de pagamento e perfil de compra;
  • Aplicar autenticações adicionais de forma proporcional ao risco identificado;
  • Orquestrar diferentes tecnologias para reduzir perdas sem prejudicar a jornada dos consumidores legítimos;
  • Utilizar os dados de prevenção à fraude como apoio às decisões comerciais, reduzindo tanto a aprovação de operações fraudulentas quanto a recusa indevida de bons clientes.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Correio Regional São Paulo

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