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Sábado, 08 de Agosto 2026
Saúde

Vírus conhecido por causar bronquiolite em bebês também preocupa quem tem mais de 60 anos

Especialista explica que o VSR pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, e reforça a importância de manter a vacinação contra doenças respiratórias em dia, mesmo após o inverno

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Vírus conhecido por causar bronquiolite em bebês também preocupa quem tem mais de 60 anos
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Quando se fala em Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a maioria das pessoas pensa imediatamente nos bebês. Afinal, ele é um dos principais responsáveis pelos casos de bronquiolite na infância. O que pouca gente sabe é que esse mesmo vírus também representa uma importante ameaça para a saúde dos idosos. Nessa faixa etária, o VSR pode provocar pneumonia, insuficiência respiratória e levar à internação.

Segundo a médica, Ana Eliza Garcia, diretora técnica da AMIVI, o envelhecimento natural do sistema imunológico faz com que o organismo tenha mais dificuldade para combater infecções respiratórias.

"Existe uma falsa percepção de que o VSR é um problema exclusivo das crianças. Na realidade, ele também pode provocar formas graves da infecção em idosos, principalmente naqueles que convivem com doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, diabetes, doença renal, imunossupressão ou outras condições que reduzem a capacidade de resposta do organismo".

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A especialista explica que muitos pacientes chegam ao atendimento acreditando estar apenas com um resfriado, quando a infecção já está comprometendo os pulmões.

Os primeiros sintomas podem enganar

Nos primeiros dias, o VSR costuma provocar sintomas semelhantes aos de outras infecções respiratórias, como coriza, tosse, febre baixa e mal-estar. Em muitos casos, esses sinais são confundidos com um simples resfriado.

O problema é que, entre idosos, a doença pode evoluir rapidamente para pneumonia, dificuldade para respirar e necessidade de internação hospitalar.

"Nem toda pneumonia é consequência da gripe. O VSR também pode provocar infecção pulmonar importante e, por isso, não devemos subestimar sintomas respiratórios em pessoas idosas, principalmente quando existe falta de ar ou piora do estado geral". 

Como o vírus é transmitido

Assim como outros vírus respiratórios, o VSR é transmitido pelas secreções eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio também acontece pelo contato direto com pessoas infectadas ou ao tocar superfícies contaminadas e, em seguida, levar as mãos aos olhos, nariz ou boca.

Segundo a médica, essa facilidade de transmissão faz com que o vírus circule rapidamente entre familiares e em ambientes coletivos. 

É comum que uma criança apresente sintomas respiratórios leves e transmita o vírus para os avós ou outros familiares mais idosos. Enquanto a criança costuma se recuperar rapidamente, o idoso pode desenvolver complicações importantes", alerta a especialista. “Para reduzir esse risco, a vacinação é uma importante estratégia de prevenção, especialmente para os grupos mais vulneráveis. Ela deve ser associada a cuidados como higienizar frequentemente as mãos, manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios”. 

As vacinas atuam de forma complementar

A médica lembra que não existe uma única vacina capaz de prevenir todas as infecções respiratórias graves. "A prevenção é construída por diferentes estratégias. Hoje contamos com vacinas que protegem contra a influenza, o pneumococo e o VSR. Cada uma atua contra um agente diferente, mas todas têm um objetivo em comum: reduzir o risco de complicações, internações e mortes, especialmente entre os idosos”.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina VSR é recomendada para pessoas entre 60 a 69 anos que apresentem fatores de risco para a evolução da infecção, conforme avaliação médica. Também é indicada para idosos a partir dos 70 anos, independentemente da presença de comorbidades. O esquema é de dose única e pode ser realizado em qualquer época do ano.

O inverno está acabando. Ainda vale vacinar?

Com a aproximação do fim do inverno, muitas pessoas acreditam que perderam o momento ideal para se proteger. Segundo a especialista, essa percepção não corresponde à realidade. "O VSR não desaparece quando o inverno termina. A circulação dos vírus respiratórios pode continuar por várias semanas e varia de acordo com a região do país. Quem ainda não atualizou a vacinação continua tendo a oportunidade de reduzir o risco de complicações. A própria Sociedade Brasileira de Imunizações destaca que surtos de VSR podem ocorrer fora do inverno, especialmente em regiões tropicais como o Brasil”.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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