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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

JC Moreno

Tem gente que não quer ser convencida - e tudo bem

Militante de narrativa, intelectual de repetição e o emocional disfarçado de racional: conheça mais sobre estes conceitos!

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Tem gente que não quer ser convencida - e tudo bem
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Outro dia, conversando com um pessoal, me veio uma reflexão que talvez faça sentido pra você também.

Existe uma ideia muito comum de que, com bons argumentos, dá pra convencer qualquer pessoa. Que, se você explicar direitinho, com calma, trazendo fatos… o outro lado vai entender.

Na prática, não é bem assim.

A maioria das discussões que a gente vê por aí não é sobre verdade. É sobre identidade. Sobre a necessidade que cada um tem de estar certo - ou, pelo menos, de não parecer errado.

E quando a conversa chega nesse ponto, não importa o argumento. Você não está mais dialogando… está esbarrando no ego da pessoa.

Com o tempo, comecei a perceber alguns perfis que aparecem com frequência nessas situações.

Tem aquele que eu chamo de militante de narrativa. Ele não está interessado em entender - ele quer defender um lado. Tudo o que você fala passa por um filtro: se confirma o que ele já acredita, ele aceita. Se não, ele descarta. Porque, pra ele, mudar de ideia não é evolução… é quase uma traição.

Tem também o intelectual de repetição. Esse fala bem, usa termos bonitos, parece ter profundidade… mas, no fundo, só repete ideias que ouviu por aí. É como se fosse um eco bem articulado. E o problema é que ele já se sente convencido demais para considerar qualquer coisa diferente.

E talvez o mais comum de todos: o emocional disfarçado de racional. A pessoa acredita que está sendo lógica, mas a conclusão já foi tomada lá atrás, no emocional. O raciocínio vem depois… só pra justificar.

Perceber esses perfis muda muita coisa.

Porque você começa a entender que nem toda conversa é, de fato, uma troca.

E isso não tem a ver com inteligência. Tem a ver com disponibilidade.

Tem gente que simplesmente não está disponível para pensar naquele momento.

E tudo bem.

Talvez o ponto mais importante seja esse: nem toda conversa merece a sua energia. Nem toda discussão precisa da sua participação.

Saber a hora de entrar… e a hora de simplesmente seguir em frente… pode ser uma das formas mais práticas de inteligência no dia a dia.

Na próxima, a gente pode ir um pouco mais fundo nisso - como identificar esses sinais logo no começo e evitar entrar em conversas que só desgastam.

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FONTE/CRÉDITOS: Por JC Moreno
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