O Carnaval de 2026 deve colocar as rodovias brasileiras sob forte pressão. Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, milhões de veículos vão circular simultaneamente pelo país, ampliando o risco de acidentes em um cenário marcado por excesso de fluxo, fadiga, pressa, aumento do número de motoristas sem experiência na rotina das estradas, além de eventuais condutas imprudentes.
“O período de Carnaval concentra todos os fatores de risco ao mesmo tempo. Há excesso de fluxo, pressa, cansaço e manobras arriscadas. Para o transporte rodoviário profissional, qualquer distração pode ter impacto grave. Por isso, a condução responsável não é um detalhe, é uma condição básica para preservar vidas e garantir segurança nas estradas”, afirma José Ronaldo Marques "Boizinho" da Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg).
Os números ajudam a dimensionar o impacto. Em São Paulo, a prefeitura estima a circulação de 16,5 milhões de foliões durante os dias de festa. No Rio de Janeiro, a Riotur projeta a passagem de cerca de 8 milhões de pessoas pela cidade no mesmo período. Esse volume pressiona não apenas o trânsito urbano, mas sobretudo os principais corredores rodoviários que ligam capitais, regiões metropolitanas e destinos turísticos.
Alto fluxo nas rodovias eleva riscos para o transporte profissional
Para quem trabalha diariamente nas estradas, o feriado exige atenção máxima. Para o Sinaceg, que congrega mais de 5 mil trabalhadores diretos especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o Brasil, o Carnaval reúne simultaneamente fatores que ampliam de forma significativa o risco de acidentes nas rodovias.
“Em especial para quem vive da estrada. O profissional do volante tem que estar ainda mais atento, porque aumenta muito o fluxo de veículos nas rodovias e infelizmente não são raros os casos de motoristas imprudentes”, afirma Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.
Além do risco direto à vida, situações de insegurança nas rodovias impactam cadeias logísticas altamente especializadas. No transporte de veículos zero quilômetro, acidentes, interdições ou atrasos geram efeitos em cadeia que afetam fábricas, centros de distribuição, concessionárias e consumidores em todo o país.
O Sinaceg reforça que o Carnaval deve ser um período de celebração, mas também de responsabilidade coletiva no trânsito, com atenção redobrada, respeito às regras de circulação e compromisso com a preservação da vida de todos que compartilham as estradas brasileiras.
Ajude o Correio a crescer e a melhorar!
FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Comentários: