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Quarta-feira, 08 de Julho 2026
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Governança da IA supera inovação como principal critério para 47% das empresas, aponta estudo

Pesquisa global mostra que pressão por responsabilidade, riscos de shadow AI e exigências de transparência colocam segurança no centro das decisões corporativas

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Governança da IA supera inovação como principal critério para 47% das empresas, aponta estudo
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A inteligência artificial já gera impacto real dentro das empresas, mas a maior parte das organizações ainda não conseguiu transformar experimentos em operações escaláveis. Segundo o AI Automation Benchmark Report 2026, da Jitterbit, para 47% dos entrevistados, “responsabilidade da IA”, conceito que reúne segurança, auditabilidade e governança, já é o principal critério na escolha de plataformas e ferramentas.

O levantamento mostra uma mudança importante no centro de decisão das empresas: o CISO, executivo responsável por segurança da informação, passou a ter mais influência sobre projetos de IA do que áreas tradicionalmente ligadas a orçamento e inovação. 

O mercado entrou em uma fase em que a discussão deixou de ser ‘como usar IA’ e passou a ser ‘como controlar IA em escala’. Quem não resolver governança antes da expansão vai enfrentar problemas operacionais e riscos sérios de segurança”, afirma Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineering Manager da Jitterbit.

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Os principais riscos atuais não estão necessariamente nas plataformas aprovadas oficialmente pelas empresas, mas no uso paralelo e descontrolado da tecnologia, revela o estudo. Quase metade da utilização corporativa de IA acontece fora da visibilidade da TI, em contas pessoais ou aplicações não homologadas, movimento conhecido como shadow AI.

Ao mesmo tempo, cresce o uso de agentes autônomos com acesso amplo a bases sensíveis de dados. As empresas operam hoje, em média, 28 agentes de IA e projetam chegar a 40 no próximo ano. Em grandes corporações, a expansão prevista até 2027 é de 48%. Outro ponto de atenção é o código gerado automaticamente por IA. Em um terço dos casos analisados pela pesquisa, as ferramentas tradicionais de segurança não conseguiram identificar vulnerabilidades produzidas por código criado por modelos generativos. 

A preocupação crescente com segurança começa a alterar também a estratégia tecnológica das empresas. Segundo a pesquisa, 39% dos líderes de TI já abandonaram iniciativas desenvolvidas internamente para adotar plataformas prontas, com certificações e histórico comprovado de conformidade.

O maior risco hoje é a IA invisível: agentes sem supervisão, aplicações paralelas e automações que surgem fora da governança corporativa”.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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