Aguarde, carregando...

Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Games & Tecnologia

IA autônoma muda cenário da cibersegurança após novos incidentes com agentes de IA

Caso envolvendo o Gemini, do Google, que acessou sistemas de três organizações durante testes, reforça os desafios de segurança de agentes capazes de tomar decisões e executar ações sem supervisão contínua

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
/ 0 acessos
IA autônoma muda cenário da cibersegurança após novos incidentes com agentes de IA
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O avanço dos agentes autônomos de inteligência artificial está criando novos desafios para a cibersegurança. Um caso recente envolvendo o Gemini, do Google, que durante testes acessou sistemas de três organizações após encontrar e utilizar credenciais, reforça os riscos associados a sistemas capazes de analisar ambientes, tomar decisões e executar tarefas sem intervenção humana a cada etapa. O episódio se soma a outros incidentes envolvendo agentes de IA e coloca em evidência a necessidade de novas estratégias de proteção, isolamento e controle dessas tecnologias.

Outro caso recente envolvendo a Hugging Face também colocou esse risco em evidência. Durante uma avaliação de capacidades de cibersegurança, um agente baseado em modelos avançados da OpenAI, incluindo o GPT-5.6 Sol, teria conseguido executar uma sequência de ações dentro da plataforma, explorando recursos e acessando informações relacionadas ao ambiente de teste. O episódio chamou atenção para os limites dos mecanismos tradicionais de isolamento e supervisão de agentes de IA.

O episódio também acompanha uma tendência que vem sendo observada em testes de segurança. Em março de 2026, o AI Security Institute publicou o estudo Measuring AI Agents’ Progress on Multi-Step Cyber Attack Scenarios, que avaliou agentes de IA em ataques simulados de múltiplas etapas. No melhor resultado, um agente completou 22 das 32 etapas de um ataque contra uma rede corporativa. O instituto também publicou, no mesmo período, uma pesquisa sobre a capacidade de modelos avançados de escapar de ambientes de contêineres, colocando em foco justamente os desafios de isolamento e controle de agentes autônomos. 

Leia Também:

Para Marcos Santos, diretor executivo (CEO) da Aquarela Analytics, a principal mudança está na autonomia e na velocidade desses sistemas.

“O que destaca esse cenário é que não se trata de falhas encadeadas, mas de uma sequência planejada e executada usando um arsenal massivo de computação e uma velocidade sem precedentes, de forma a escapar de mecanismos de detecção que não tiveram tempo hábil de reação”.

O executivo também alerta que capacidades desse nível podem chegar a organizações com grande poder computacional e financeiro.

“A quantidade de recursos computacionais, o que implica em uma grande quantidade de dinheiro e conhecimento técnico, não está acessível a fraudadores individuais, mas sim está ao alcance de nações e entidades de grande porte que, porventura, tenham intenção de agir dessa maneira”.

Para reduzir esses riscos, Santos defende maior controle sobre os ambientes em que agentes de IA são executados, incluindo mecanismos de isolamento físico.

“Nada haveria ocorrido se fosse usado um Air Gap, onde esses mecanismos são isolados fisicamente e não logicamente. Essa técnica é muito conhecida pelos especialistas de segurança”.

A inteligência artificial, porém, também pode ser usada na defesa. Para Santos, modelos executados na própria infraestrutura das empresas podem analisar grandes volumes de logs e identificar comportamentos anômalos.

O avanço dos agentes também traz desafios regulatórios. No Brasil, o PL 2338/2023, que trata da regulamentação da inteligência artificial, segue em tramitação na Câmara dos Deputados.

“Este é um debate que ainda é uma zona cinzenta na legislação brasileira. A lei que regulamenta a IA foi aprovada pelo Senado, mas ainda não foi tramitada na Câmara, além de ter vários pontos de debate que ainda não estão pacificados”

Para o especialista, a preparação das empresas precisa acompanhar a evolução tecnológica. 

“Na IA, fogo se combate com fogo: precisamos ter capacidade de usar a própria tecnologia para detectar, responder e controlar novos riscos”.

Ajude o Correio a crescer e a melhorar!

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Correio Regional São Paulo

Publicado por:

Correio Regional São Paulo

O Correio Regional São Paulo é um portal de notícias a serviço do estado de São Paulo. É gerenciado pela ComunicaConde Marketing & Imprensa. Um dos melhores portais de notícias do estado de São Paulo em 2024 e 2025 pelo Brasil Publisher Awards.

Saiba Mais
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR