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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Economia & Mercado

Juros altos e endividamento mantêm economia brasileira sob pressão

Com 81,7 milhões de inadimplentes no Brasil, avanço do endividamento impacta consumo, crédito e crescimento econômico

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Juros altos e endividamento mantêm economia brasileira sob pressão
Foto: Freepik
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O Brasil atingiu a marca de 81,7 milhões de inadimplentes em março de 2026, segundo dados da Serasa. O crescimento de 38,1% na última década reforça que o endividamento das famílias deixou de ser um problema pontual e passou a afetar diretamente toda a economia.

Para o economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Mario Eduardo Campos, o cenário atual exige atenção conjunta de famílias, sistema financeiro e Governo.

Neste momento, de expansão violeta do endividamento das famílias brasileiras e consequente inadimplência, é fundamental que as famílias, sistema financeiro e governo trabalhem para aliviar esta situação”.

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Segundo ele, compreender as causas do endividamento é essencial para enfrentar o problema. “Cabe a cada família, a cada empresas avaliar as causas internas e externas da situação e estudar a melhor maneira de sair dela”, destaca.

O economista chama atenção para os efeitos diretos na vida das pessoas. “O endividamento com certeza tira o sono de muita gente, prejudicando a saúde e o convívio dentro das casas”, diz.

Ele reforça que a organização financeira é o primeiro passo para sair do ciclo de dívidas. “É fundamental realizar um levantamento das receitas e despesas, verificar as despesas mais relevantes e fazer muito sacrifício. Mudar hábitos é fundamental e necessário”, pontua.

De acordo com Mario Eduardo, detalhar os gastos pode revelar surpresas. “O primeiro passo é listar todas as despesas, da melhor forma; com planilhas para quem possui conhecimento ou até no velho caderno, lápis e calculadora. O levantamento das despesas mostrará números, às vezes surpreendentes”, explica.

O levantamento das despesas mostrará números, às vezes surpreendentes (várias pequenas despesas) podem se tornar uma grande despesa mensal (vide parcelamento de compras no cartão)”, acrescenta.

Outro fator que agrava o cenário é o nível das taxas de juros. “A taxa de juros atual é extremamente alta, então todo cuidado é necessário. Trocar a dívida de modalidade e até de instituição pode ser necessário. Cartão e cheque especial possuem as piores e mais altas taxas de juros”, afirma.

Para quem já enfrenta dificuldades, ele recomenda ação imediata. “Se estiver nesta modalidade, aja. Vá até a sua instituição financeira, exponha sua situação e troque de modalidade. Busque a melhor saída”, orienta.

O economista também avalia que o cenário econômico não deve melhorar no curto prazo. “Não vejo perspectivas a curto prazo nesta política do governo, diante das conjunturas internas e tão pouco externas. Com isto, a inflação pode aumentar e consequentemente a manutenção da taxa Selic atual”, analisa.

Diante desse contexto, ele reforça a importância do planejamento. “Ou seja, faça um bom planejamento financeiro para você e sua empresa”, conclui.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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