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Sábado, 17 de Outubro 2026
Economia & Mercado

Renegociação pode aliviar o bolso, mas erros fazem consumidor pagar mais

Especialista explica os principais cuidados para quem pretende renegociar dívidas e evitar custos maiores

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Renegociação pode aliviar o bolso, mas erros fazem consumidor pagar mais
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Com o orçamento cada vez mais pressionado, muitos consumidores buscam renegociar dívidas para reorganizar as finanças e evitar que os débitos aumentem. Mas, antes de aceitar uma proposta, é importante analisar as condições oferecidas e entender quanto a negociação vai representar no custo final.

Para Raimundo Nonato, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB), a renegociação pode ser uma alternativa para quem está endividado, mas precisa ser feita com atenção às condições do novo contrato.

“A renegociação pode ajudar o consumidor a reorganizar a vida financeira, mas não significa necessariamente que a dívida ficará mais barata. É importante verificar o valor total que será pago, as taxas de juros, o prazo e todas as condições antes de aceitar uma nova proposta”.

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Um dos principais erros é olhar apenas para o valor da parcela e não considerar o custo total da dívida. Uma prestação menor pode parecer mais vantajosa, mas, quando acompanhada de um prazo muito maior, pode fazer o consumidor pagar significativamente mais ao final do contrato.

“O consumidor não deve avaliar uma renegociação apenas pela parcela que cabe no bolso naquele momento. É fundamental comparar o valor total da dívida antes e depois da negociação e entender quanto será efetivamente pago até o fim”.

Outro cuidado importante é verificar se a proposta realmente melhora a situação financeira ou apenas transfere o problema para o futuro. Alongar demais o prazo pode aliviar o orçamento no curto prazo, mas aumentar o custo da operação e dificultar uma nova reorganização financeira.

“Antes de aceitar uma proposta, é preciso fazer as contas e verificar se aquela parcela realmente cabe no orçamento. Uma renegociação que compromete novamente uma parte significativa da renda pode apenas adiar o problema e aumentar o risco de uma nova inadimplência”.

Atenção também deve ser dada às propostas recebidas por mensagens, ligações e redes sociais. Golpistas podem se aproveitar do interesse de consumidores em quitar ou renegociar dívidas para oferecer falsas condições de pagamento ou solicitar valores antecipados.

“O consumidor precisa confirmar se está tratando diretamente com a instituição financeira e desconfiar de propostas que exigem pagamentos antecipados ou apresentam condições muito diferentes das oferecidas pelos canais oficiais. Antes de fazer qualquer transferência, é importante conferir a origem da negociação”.

Para o presidente da ABRADEB, outro ponto fundamental é não assumir uma nova dívida para quitar a anterior sem avaliar se a troca realmente será vantajosa. O consumidor deve entender todas as condições da operação e evitar decisões tomadas apenas pela urgência de sair da inadimplência.

“Renegociar uma dívida não deve ser uma decisão tomada por impulso. O consumidor precisa conhecer as condições, comparar alternativas e verificar se terá condições de cumprir o novo acordo. O objetivo deve ser resolver o problema financeiro, e não apenas trocar uma dívida por outra”.

A orientação é que o consumidor guarde contratos, comprovantes, propostas e registros das negociações. Em caso de divergências, esses documentos podem ajudar na contestação e na busca pelos direitos do cliente.

“É importante documentar toda a negociação. Guardar contratos, comprovantes e conversas permite que o consumidor tenha elementos para questionar cobranças ou condições que não estejam de acordo com o que foi apresentado no momento da renegociação”.

Para o especialista, a principal preocupação deve ser evitar que uma solução aparentemente simples gere um novo ciclo de endividamento.

“A renegociação pode ser uma ferramenta importante para reorganizar as finanças, mas precisa ser feita com informação e planejamento. O consumidor deve olhar para o custo total, entender as condições do acordo e ter certeza de que a nova parcela será compatível com sua realidade financeira”.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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