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Sábado, 15 de Agosto 2026
Economia & Mercado

Renegociação pode aliviar o bolso, mas erros fazem consumidor pagar mais

Especialista explica os principais cuidados para quem pretende renegociar dívidas e evitar custos maiores

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Renegociação pode aliviar o bolso, mas erros fazem consumidor pagar mais
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Com o orçamento cada vez mais pressionado, muitos consumidores buscam renegociar dívidas para reorganizar as finanças e evitar que os débitos aumentem. Mas, antes de aceitar uma proposta, é importante analisar as condições oferecidas e entender quanto a negociação vai representar no custo final.

Para Raimundo Nonato, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB), a renegociação pode ser uma alternativa para quem está endividado, mas precisa ser feita com atenção às condições do novo contrato.

A renegociação pode ajudar o consumidor a reorganizar a vida financeira, mas não significa necessariamente que a dívida ficará mais barata. É importante verificar o valor total que será pago, as taxas de juros, o prazo e todas as condições antes de aceitar uma nova proposta”.

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Um dos principais erros é olhar apenas para o valor da parcela e não considerar o custo total da dívida. Uma prestação menor pode parecer mais vantajosa, mas, quando acompanhada de um prazo muito maior, pode fazer o consumidor pagar significativamente mais ao final do contrato.

O consumidor não deve avaliar uma renegociação apenas pela parcela que cabe no bolso naquele momento. É fundamental comparar o valor total da dívida antes e depois da negociação e entender quanto será efetivamente pago até o fim”.

Outro cuidado importante é verificar se a proposta realmente melhora a situação financeira ou apenas transfere o problema para o futuro. Alongar demais o prazo pode aliviar o orçamento no curto prazo, mas aumentar o custo da operação e dificultar uma nova reorganização financeira.

Antes de aceitar uma proposta, é preciso fazer as contas e verificar se aquela parcela realmente cabe no orçamento. Uma renegociação que compromete novamente uma parte significativa da renda pode apenas adiar o problema e aumentar o risco de uma nova inadimplência”.

Atenção também deve ser dada às propostas recebidas por mensagens, ligações e redes sociais. Golpistas podem se aproveitar do interesse de consumidores em quitar ou renegociar dívidas para oferecer falsas condições de pagamento ou solicitar valores antecipados.

O consumidor precisa confirmar se está tratando diretamente com a instituição financeira e desconfiar de propostas que exigem pagamentos antecipados ou apresentam condições muito diferentes das oferecidas pelos canais oficiais. Antes de fazer qualquer transferência, é importante conferir a origem da negociação”.

Para o presidente da ABRADEB, outro ponto fundamental é não assumir uma nova dívida para quitar a anterior sem avaliar se a troca realmente será vantajosa. O consumidor deve entender todas as condições da operação e evitar decisões tomadas apenas pela urgência de sair da inadimplência.

Renegociar uma dívida não deve ser uma decisão tomada por impulso. O consumidor precisa conhecer as condições, comparar alternativas e verificar se terá condições de cumprir o novo acordo. O objetivo deve ser resolver o problema financeiro, e não apenas trocar uma dívida por outra”.

A orientação é que o consumidor guarde contratos, comprovantes, propostas e registros das negociações. Em caso de divergências, esses documentos podem ajudar na contestação e na busca pelos direitos do cliente.

É importante documentar toda a negociação. Guardar contratos, comprovantes e conversas permite que o consumidor tenha elementos para questionar cobranças ou condições que não estejam de acordo com o que foi apresentado no momento da renegociação”.

Para o especialista, a principal preocupação deve ser evitar que uma solução aparentemente simples gere um novo ciclo de endividamento.

A renegociação pode ser uma ferramenta importante para reorganizar as finanças, mas precisa ser feita com informação e planejamento. O consumidor deve olhar para o custo total, entender as condições do acordo e ter certeza de que a nova parcela será compatível com sua realidade financeira”.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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