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Política

Movimento multissetorial apresenta propostas para inserir agro, clima e florestas em programas de governo

Coalizão Brasil apresenta estratégia para integrar produção e conservação e ampliar competitividade do país no cenário global

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Movimento multissetorial apresenta propostas para inserir agro, clima e florestas em programas de governo
Foto: Divulgação/Coalizão Brasil
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A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento que reúne mais de 450  organizações do agronegócio, setor financeiro, academia e sociedade civil, lançou no último dia 17/06, o documento “Propostas da Coalizão Brasil aos candidatos às eleições de 2026”. A publicação reúne medidas voltadas para subsidiar programas de governo e candidaturas à Presidência, aos governos estaduais e ao Congresso Nacional, com o objetivo de colocar a economia do uso da terra no centro da agenda eleitoral.

O documento será entregue nos próximos meses a coordenadores de campanha e representantes de candidaturas e partidos políticos. A Coalizão defende que temas como segurança jurídica no campo, implementação do Código Florestal, rastreabilidade da cadeia de suprimentos, crédito rural, recuperação de áreas degradadas, restauração, bioeconomia e combate ao desmatamento ilegal devem ser tratados como prioridades econômicas e estratégicas para o país. 

Segundo o movimento, o Brasil reúne condições únicas para liderar uma economia de baixo carbono baseada no uso sustentável da terra. O país abriga a maior floresta tropical do mundo, uma das maiores biodiversidades do planeta e uma agropecuária altamente produtiva. Para que essa vantagem se converta em competitividade, atração de investimentos e acesso a mercados, no entanto, a Coalizão avalia que o próximo ciclo político deve priorizar a implementação de agendas já amplamente discutidas pelos setores produtivo, financeiro, científico e socioambiental. 

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As propostas do movimento 

A publicação organiza as propostas em três eixos complementares. A estratégia parte da premissa de que o Brasil precisa combater a ilegalidade, ampliar a segurança jurídica e modernizar seus instrumentos produtivos e financeiros para transformar ativos ambientais em oportunidades econômicas. 

Eixo 1: Garantir as bases para crescer com segurança 

O primeiro eixo trata das condições necessárias para ampliar a segurança jurídica, reduzir riscos e fortalecer a competitividade do país. Entre as medidas propostas estão o combate ao desmatamento ilegal e aos crimes ambientais, a aceleração da implementação do Código Florestal, a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o avanço dos Programas de Regularização Ambiental (PRA), o ordenamento fundiário e a demarcação de Terras Indígenas. 

A Coalizão também defende a integração de bases de dados e o fortalecimento da inteligência pública para enfrentar a ilegalidade no campo. Segundo o documento, essas medidas são essenciais para reduzir riscos comerciais, facilitar o acesso a crédito, atrair investimentos e proteger a reputação dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional. 

Eixo 2: Produzir mais e melhor 

O segundo eixo reúne propostas para ampliar a produtividade, a resiliência climática e a sustentabilidade da agropecuária brasileira. Uma das prioridades é a implementação da rastreabilidade socioambiental em escala, apresentada como um diferencial competitivo para o Brasil diante de novas exigências de mercado e regulações internacionais. 

O documento também propõe modernizar o financiamento rural, incorporando critérios de sustentabilidade e de conformidade ambiental ao acesso a crédito, seguro e outros instrumentos financeiros. Além disso, defende a expansão de práticas já consolidadas, como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens degradadas e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Eixo 3: Gerar valor com a natureza

O terceiro eixo propõe consolidar instrumentos econômicos capazes de remunerar quem conserva, recupera e usa de forma sustentável os recursos naturais. Entre os mecanismos destacados estão mercado de carbono, pagamento por serviços ambientais, restauração de ecossistemas, silvicultura de espécies nativas, concessões florestais e bioeconomia. 

A estratégia busca atribuir valor econômico à vegetação nativa e criar novas oportunidades de renda para produtores rurais, comunidades tradicionais, povos indígenas, agricultores familiares e empresas. Para a Coalizão, transformar ativos ambientais em oportunidades de negócio pode fortalecer a economia brasileira, reduzir desigualdades e posicionar o país como liderança global na agenda de clima, florestas e agricultura. 

O Brasil tem a oportunidade de transformar sua vantagem natural em uma estratégia de desenvolvimento de Estado”, assinala Karen Oliveira, cofacilitadora da Coalizão Brasil. “As propostas buscam dar escala e continuidade a políticas públicas já existentes ou em construção, conectando conservação, inovação e produtividade, com foco em resultados, segurança regulatória e competitividade”.
 

Para Fernando Sampaio, membro do Grupo Estratégico da Coalizão Brasil, as eleições são uma oportunidade para discutir como o Brasil pode fortalecer sua liderança agroambiental em um cenário global cada vez mais atento à sustentabilidade. “O país já possui conhecimento, instrumentos e experiência para avançar nessa direção. O desafio agora é transformar essas agendas em prioridade política”, destaca.

Na publicação, a Coalizão se coloca à disposição dos candidatos e das equipes de campanha para contribuir com a construção de convergências e com a formulação de políticas públicas voltadas à produção sustentável, à conservação ambiental e ao desenvolvimento econômico do país. 
 

Para acessar o documento com as propostas completas, clique aqui.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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