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Terça-feira, 07 de Julho 2026
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Saúde

No Dia da Pizza, entenda como essa tradição nacional pode caber na dieta

Especialista explica como escolher melhor os ingredientes, controlar porções e aproveitar sem culpa

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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No Dia da Pizza, entenda como essa tradição nacional pode caber na dieta
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A origem da pizza remonta à Itália, com forte associação à cultura napolitana. Em 2017, a arte do "pizzaiolo napolitano" foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. No Brasil, o prato chegou com os imigrantes italianos e ganhou espaço especialmente na Capital Paulista, onde se popularizou a partir do século XX e passou a incorporar ingredientes, hábitos e sabores locais, com o dia 10 de julho inteiramente dedicado a ela.

Mas, em meio à popularidade, fica a dúvida: pizza pode ser saudável?

Segundo o Professor Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), a resposta depende menos do nome do prato e mais da composição da refeição. “A pizza não precisa ser tratada como vilã. Uma massa bem preparada, com molho de tomate, proteína de qualidade e vegetais, pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O problema aparece quando há excesso de queijo, embutidos, borda recheada, refrigerantes e álcool - como acompanhamentos - e o consumo muito frequente”, afirma.

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Para quem tem hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou está em processo de perda de peso, o ponto central é a estratégia. Comer pizza eventualmente é diferente de transformar a refeição em um padrão semanal. A escolha dos ingredientes e o tamanho da porção também fazem muita diferença”.

O especialista lista para o Correio os principais cuidados na hora dessa escolha:

  1. Massas de fermentação natural ou de preparo artesanal tendem a ser melhor toleradas por algumas pessoas, especialmente quando comparadas a versões ultraprocessadas.
  2. Coberturas com vegetais, como rúcula, tomate, abobrinha, berinjela, cogumelos, brócolis e cebola, ajudam a aumentar fibras e micronutrientes.
  3. As proteínas como frango, atum e ovos podem tornar a refeição mais interessante do ponto de vista nutricional.
  4. Atenção aos recheios mais gordurosos e ricos em sódio. Calabresa, bacon, pepperoni, presunto, salame, queijos em excesso e bordas recheadas aumentam a densidade calórica da refeição.
  5. Quando a ingesta da pizza se soma ao refrigerante, bebida alcoólica e à sobremesa, o consumo total de calorias pode passar rapidamente do planejado.
  6. Pular refeições ao longo do dia para “compensar” a pizza à noite costuma gerar o efeito contrário: a pessoa come mais rápido, escolhe sabores mais calóricos e perde a percepção de saciedade.

Para muitos paulistas, pizza é tradição e memória afetiva. O desafio não é tirar esse alimento da mesa, mas entender como ele entra na rotina.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Correio Regional São Paulo

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