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Sábado, 07 de Março 2026

Saúde

Quando a cirurgia se faz necessária

Procedimento seguro e minimamente invasivo, a retirada da vesícula pode colocar fim às crises dolorosas e devolver liberdade alimentar, conforto e qualidade de vida em poucos dias

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Quando a cirurgia se faz necessária
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A colecistectomia, conhecida popularmente como retirada da vesícula biliar, é uma cirurgia frequente e segura, indicada para pacientes que convivem com dores, inflamações e outros problemas relacionados a esse pequeno órgão localizado abaixo do fígado. Responsável por armazenar a bile - substância essencial para a digestão das gorduras -, a vesícula pode se tornar uma fonte constante de desconforto quando adoece.

A cirurgia costuma ser indicada em situações como:

- Colecistite aguda, inflamação súbita geralmente causada por cálculos biliares e acompanhada de dor intensa;

Leia Também:

- Pedras na vesícula, que podem provocar crises recorrentes de dor abdominal;

- Pólipos na vesícula biliar, que exigem acompanhamento devido ao risco de malignização;

- Discinesia biliar, quando a vesícula não se contrai adequadamente e;

- Câncer de vesícula biliar, condição rara, porém grave.

Atualmente, existem duas abordagens cirúrgicas para a retirada da vesícula. A colecistectomia laparoscópica é a mais utilizada: um procedimento minimamente invasivo, realizado por meio de pequenas incisões no abdômen, que proporciona menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida e cicatrizes discretas.

Já a colecistectomia aberta, técnica tradicional com incisão maior, é reservada para casos específicos, como inflamações severas, aderências importantes ou complicações que impedem a laparoscopia.

Na cirurgia laparoscópica, utilizamos uma câmera e instrumentos delicados para remover a vesícula com precisão e segurança, permitindo que o paciente se recupere mais rapidamente”, explica Ernesto Alarcon, médico cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia.

Recuperação e vida após a cirurgia

Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento. A recuperação costuma ser tranquila, com controle da dor por meio de analgésicos e retorno gradual às atividades cotidianas. Atividades físicas intensas devem ser evitadas nas primeiras semanas.

No pós-operatório, recomenda-se uma alimentação leve, com redução de alimentos gordurosos no início. Com o tempo, a grande maioria dos pacientes volta a se alimentar normalmente.

A vida sem a vesícula biliar pode ser absolutamente normal. O fígado continua produzindo a bile, que passa a ser liberada diretamente no intestino. Algumas pessoas podem apresentar alterações digestivas temporárias, como diarreia, mas esses sintomas tendem a desaparecer com o tempo”.

Para muitos pacientes, a colecistectomia representa um recomeço: o fim das dores, das restrições alimentares e das crises inesperadas. Uma cirurgia simples, mas capaz de transformar a rotina e devolver conforto, bem-estar e qualidade de vida.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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