Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 22 de Junho 2026
Carregando jogos...
Saúde

São Paulo iniciou vacinação contra doenças pneumocócicas que amplia de 3% para 77% a proteção de doenças graves como pneumonia e meningite

Incorporação da nova vacina pneumocócica conjugada 20‑valente atualiza o calendário infantil e a oferta na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), dando um salto na cobertura contra sorotipos do pneumococo de maior relevância no país

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
/ 1 acessos
São Paulo iniciou vacinação contra doenças pneumocócicas que amplia de 3% para 77% a proteção de doenças graves como pneumonia e meningite
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Começou no sábado (20), na Capital Paulista, a vacinação com a nova vacina pneumocócica conjugada 20‑valente. O evento contou com o ministro da saúde, Alexandre Padilha (PT) e outros convidados.

A vacina, produzida pela Pfizer, foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS) em junho, contribuindo para o fortalecimento da prevenção de doenças infecciosas graves no país. A pneumo20 passa a integrar o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI)¹ e a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE)², ampliando a proteção para bebês, crianças menores de 5 anos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações relacionadas às doenças pneumocócicas.³

Com a atualização, o SUS inicia a transição da vacina pneumocócica 10‑valente para a Prevenar®20 (vacina pneumocócica conjugada 20-valente), que amplia a proteção de 10 para 20 sorotipos da bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), responsável por doenças como pneumonia, meningite pneumocócica e otite média aguda6. Entre os diferenciais da nova vacina estão os dois principais sorotipos circulantes no país, 19A e 3), que são associados a maioria de casos de doença pneumocócica invasiva no país. Outros 8 sorotipos cobertos pela nova vacina também estão associados ao aumento da resistência a antibióticos e a potencial de infecções invasivas, entre elas meningite, além da possibilidade de surtos de infecções pneumocócicas na infância.5

Leia Também:

A incorporação da VPC20 acompanha a evolução epidemiológica da doença pneumocócica no Brasil4. A vacina inclui ainda cinco sorotipos exclusivos, ligados a quadros graves que não estão contemplados em nenhuma outra vacina pneumocócica conjugada disponível no Brasil atualmente. Com essa mudança, a cobertura contra os sorotipos mais associados às formas graves da doença em crianças menores de 5 anos aumenta de 3% para 77%3. A expectativa é imunizar cerca de 2,4 milhões de bebês todos os anos, fortalecendo a proteção desde os primeiros meses de vida.

O Ministério da Saúde começou a receber as doses de VPC20 em Abril, e dará início a implementação em Junho/26. A vacina será aplicada na imunização primária do calendário infantil, garantindo proteção desde os primeiros meses de vida, fase em que o risco de complicações é maior.1,6

Proteção ampliada também para grupos de risco

Além do público infantil, a VPC20 passa a ser disponibilizada no âmbito da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE)2 para indivíduos com 21 condições clínicas associadas a maior vulnerabilidade à doença pneumocócica. Com essa atualização, a lista de comorbidades elegíveis foi ampliada. Se antes a vacinação era indicada principalmente para pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV e transplantados, agora também inclui indivíduos com asma grave, doenças cardiovasculares, pulmonares, renais e hepáticas, além de diabetes.2,6

A Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), composta pelos CRIE (incluindo modalidades presenciais e estratégias como o CRIE virtual), é responsável pelo atendimento de pacientes que necessitam de imunobiológicos não disponíveis na rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para bebês e crianças menores de 5 anos, há esquema vacinal específico de acordo com a condição clínica e idade, e para crianças acima de 5 anos e adultos, a VPC20 será administrada em dose única (exceto situações específicas como Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas [TCTH] e terapia CART-cell [CAR-T]), o que simplifica o esquema vacinal e pode facilitar a adesão.2

A ampliação da vacinação pneumocócica no SUS representa um avanço relevante na proteção de populações mais vulneráveis. Estamos falando de reduzir o risco de doenças graves, hospitalizações prolongadas e óbitos, tanto na infância quanto em pessoas com comorbidades”, explica Adriana Ribeiro, líder médica da Pfizer no Brasil.

Doença pneumocócica: um desafio de saúde pública

A bactéria pneumococo pode estar presente na nasofaringe sem causar sintomas, o que facilita a transmissão, especialmente entre crianças. Embora a infecção seja comum em todas as faixas etárias, crianças, idosos e pessoas com condições crônicas estão entre os grupos que mais sofrem com as formas graves da doença.5,6

Nos últimos anos, o Brasil observou aumento nos casos de meningite pneumocócica, reforçando a importância de estratégias de prevenção mais amplas5. Estudos também apontam impacto significativo da doença no sistema de saúde, com altos números de hospitalizações e custos associados, mesmo em um cenário com vacinação disponível.4,5

Com a atualização do PNI e o fortalecimento da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais, a expectativa é reduzir a circulação do pneumococo, diminuir hospitalizações e alinhar a política de imunização do país às necessidades atuais de saúde pública.1,2

Referências: 

  1. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/pni. Acesso em: 17 abr. 2026. Nota Técnica nº 52/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS (adoção da vacina pneumocócica conjugada 20-valente no SUS); e Guia técnico para introdução da vacina pneumocócica 20-valente (conjugada) no Programa Nacional de Imunizações (documento preliminar). Brasília: Ministério da Saúde, 2026. Acesso em: 27 maio 2026
  2. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). CRIEs: Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. Disponível em: https://prosaude.bio.fiocruz.br/cries-centros-de-referencia-para-imunobiologicos-especiais/. Acesso em: 08 abr 2026.
  3. JAROVSKY, D.; BEREZIN, E. N. Impact of VPC10 on pediatric pneumococcal disease burden in Brazil: time for new recommendations? Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), [S. l.], dez. 2022. DOI: 10.1016/j.jped.2022.11.003. PMID: 36495946.
  4. Secretaria da Saúde de São Paulo. Informação da vigilância das pneumonias e meningites bacterianas. Disponível em: http://www.ial.sp.gov.br/ial/publicacoes/boletim. Acesso em: 08 abr. 2026.
  5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Doença meningocócica e vacinas disponíveis no Brasil em 2025. São Paulo, 16 ago. 2025. Disponível em: https://sbim.org.br/images/nt-sbim-meningocicas-250816-final-ajt.pdf_2025-09-08.pdf. Acesso em: 08 abr. 2026.

Ajude o Correio a crescer e a melhorar!

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Correio Regional São Paulo

Publicado por:

Correio Regional São Paulo

O Correio Regional São Paulo é um portal de notícias a serviço do estado de São Paulo. É gerenciado pela ComunicaConde Marketing & Imprensa. Um dos melhores portais de notícias do estado de São Paulo em 2024 e 2025 pelo Brasil Publisher Awards.

Saiba Mais
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR