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Sábado, 03 de Outubro 2026
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SEBRAE São Paulo lança plano do Ecossistema Local de Inovação com propostas alinhadas ao PIN

Documento foi elaborado em conjunto com sociedade civil, empresas, academia e governo

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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SEBRAE São Paulo lança plano do Ecossistema Local de Inovação com propostas alinhadas ao PIN
Foto: Escritório Regional SEBRAE São Paulo Piracicaba
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O SEBRAE São Paulo lançou, nessa segunda (28/09), o plano de intervenção do Ecossistema Local de Inovação (ELI) em Piracicaba. O documento reúne propostas de ações para seis eixos principais, além de outros cinco transversais, e foi elaborado coletivamente com entidades e instituições dentro do movimento PIN (Piracicaba Innovation), com reuniões realizadas ao longo dos últimos meses.

O ELI é uma metodologia do SEBRAE voltada ao fortalecimento do ambiente de inovação e ao desenvolvimento de negócios inovadores. Em Piracicaba, a metodologia começou a ser aplicada em abril e, desde então, foram realizados diversos encontros presenciais para a construção do plano de intervenção, com a participação de dezenas de entidades locais, representando a sociedade civil, empresas, academia e governo – a chamada Quádrupla Hélice.

Seis dos eixos estratégicos contemplados pelo plano lançado nesta segunda são os mesmos do PIN: bioeconomia, saúde única, tecnologia da informação, indústria avançada, economia criativa e turismo regenerativo. Além desses, há outros cinco eixos transversais: educação e talentos, impacto social, capital e fomento, território, urbanismo e infraestrutura e marketing e marca, que dão suporte às ações de desenvolvimento. O plano completo pode ser acessado pelo link: clique aqui.

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Nelson Hervey Costa, Diretor-Superintendente do SEBRAE São Paulo, afirma que a parceria com o PIN (Piracicaba Innovation) é essencial para somar as ações para fortalecer o ambiente para empreender e apoiar negócios inovadores.

“Piracicaba já é uma referência em startups do agro, e estamos trabalhando outras verticais e outras oportunidades para o desenvolvimento econômico, para o fomento de inovação, ciência e tecnologia. A gente fica muito feliz de entregar esse produto hoje, que é o início de uma grande caminhada com o Escritório Regional de Piracicaba. Agora teremos também o ALI Ecossistemas, que é a continuidade do trabalho do ELI. Hoje nós temos um plano de ação muito robusto, com várias ações com setores prioritários. Juntos, com toda essa governança, podemos cada vez mais apoiar o desenvolvimento dos pequenos negócios, principalmente dos negócios inovadores”.

A partir do lançamento, o plano agora entra em uma etapa de execução. O SEBRAE São Paulo abriu um edital para contratar um agente local de inovação (ALI – Ecossistemas) para colocar em prática o que foi planejado ao longo do próximo ano.

“Agora a gente sai da etapa de planejamento, que foi a construção do plano, para a execução das ações. Nos próximos meses vamos ter um Agente Local de Inovação – ALI Ecossistemas, que vai nos apoiar na implantação das ações que foram previstas. Já planejamos, agora iremos executar, realizar e transformar a inovação, ciência e tecnologia na cidade de Piracicaba, principalmente a partir do movimento do PIN”, completa o gerente regional do SEBRAE São Paulo, Fabio Gerlach.

Saúde única

Alex Gonçalves, gestor da Cadeia Produtiva Local (CPL) da Saúde de Piracicaba e participante ativo das reuniões do ELI, explica que as propostas para o eixo de Saúde Única passam por vários setores, incluindo medicina, odontologia, indústrias e outros segmentos, com foco em inovação.

“A primeira ação vai ser organizar a governança da CPL para o edital de reconhecimento do ano que vem. Outra é realizar um Hackathon de engenharia civil, arquitetura e longevidade. Nós temos a primeira cidade geriátrica do Brasil, que é o Lar dos Velhinhos, e temos alguns projetos voltados à terceira idade, e nossa ideia é envolver a saúde, a inovação e o conceito de cidades sustentáveis”.

Outra proposta pensada para esse eixo é o matriciamento por inteligência artificial para ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS). “A gente sabe que hoje no país um dos gargalos da saúde é a quantidade de especialistas. E esse projeto tem como foco mitigar e melhorar o encaminhamento do médico do posto de saúde para o especialista, levando a uma otimização de recursos e diminuição do deslocamento dos pacientes”.

Inovação aberta

Cristine Moraes, pesquisadora e docente na Fatec, explica que o eixo de Tecnologia da Informação tem como foco a conexão e comunicação entre os atores do ecossistema. “Hoje estamos em um contexto que tudo está no meio digital, a comunicação é mais rápida, todo mundo precisa de informação e isso precisa chegar na hora certa às pessoas certas. A tecnologia da informação vai contribuir com o ecossistema em uma totalidade, além de todo o aspecto de inovação para a cadeia produtiva, para identificação das pessoas, para os sistemas e para as empresas. A conexão desses diferentes atores, tanto na esfera pública quanto na privada, deve ser feita por meio de uma ferramenta”, destaca.

A ferramenta mencionada por ela é a Living Labs, uma plataforma de inovação aberta. “Ela seria uma semente inicial para proporcionar essa conexão, essa comunicação entre os atores e trazer resultados para o ecossistema. E, a partir disso, com a junção de outras bases de dados, você pode criar um big data para a cidade e fazer a proposta de cidade inteligente para vários setores, para toda a sociedade”, argumenta.

Segundo Cristine, a plataforma também poderá funcionar como um meio estruturado para possibilitar o engajamento e o acompanhamento da governança do ecossistema, além de contribuir com outros eixos, como a educação.

Diagnóstico na indústria

Gustavo Garcia, da OJI Papéis Especiais, participou do eixo de Indústria Avançada e explicou que os encontros foram produtivos para entender os gargalos do setor. “Chegamos à conclusão de que existe uma falta de conexão entre a indústria e as entidades educacionais. No caso da indústria, para entender o que elas precisam efetivamente para cobrir as suas lacunas de forma a potencializar a indústria avançada. E, na educação, o que as escolas precisam fazer para suportar isso. A gente entende que essa conexão vai potencializar a indústria avançada”, afirmou.

A partir dessa constatação, o grupo percebeu durante as reuniões do ELI que seria necessário realizar um diagnóstico estruturado no setor para desenvolver um plano de ação que atenda a todos os interessados. “As prioridades dos primeiros 12 meses agora são desenvolver um bom diagnóstico, trabalhar na estratificação desses dados e conexão com outros indicadores, conectar esses dados com os dados do diagnóstico e sair com um plano de ação priorizado”, finaliza.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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