A edição da Copa do Mundo FIFA de 2026 está chegando, previsto para os meses de junho e julho. É de extremo conhecimento que poucos eventos mobilizam tantos brasileiros quanto a Copa, seja pela audiência massiva dos jogos, pelo engajamento nas redes sociais ou pelo envolvimento emocional que toma conta do país durante a competição.
Esse cenário, no entanto, exige mais do que criatividade e timing. Com regras rígidas de proteção de marca, direitos de imagem e licenciamento, a Copa também é um dos eventos mais sensíveis do ponto de vista jurídico. Campanhas mal planejadas ou que tentam “surfar” o tema sem respaldo legal podem resultar em notificações, multas e até ações judiciais.
Segundo Gabriela Pastore, advogada especialista em Direitos Autorais e Direito do Entretenimento da Weiss Advocacia, o erro mais comum é subestimar esse risco. “Muitas empresas enxergam a Copa apenas como uma oportunidade de marketing, mas esquecem que se trata de um evento com forte proteção jurídica. Sem o devido cuidado, uma campanha pode gerar mais problemas do que resultados”, afirma.
A seguir, a especialista destaca para o Correio, os principais erros que devem ser evitados pelas marcas:
1) Não se preparar com antecedência
Deixar o planejamento para a última hora pode comprometer não só a criatividade, mas também a segurança jurídica da campanha. “Sem tempo hábil para revisão, aumenta o risco de uso indevido de elementos protegidos, como marcas e referências ao evento”, explica Gabriela.
Deixar o planejamento para a última hora pode comprometer não só a criatividade, mas também a segurança jurídica da campanha. “Sem tempo hábil para revisão, aumenta o risco de uso indevido de elementos protegidos, como marcas e referências ao evento”, explica Gabriela.
2) Acreditar que redes sociais têm regras mais flexíveis
Muitas empresas concentram suas ações no digital, mas ignoram que as mesmas normas se aplicam a todos os canais. “O uso de imagens, vídeos, trilhas sonoras e até conteúdos inspirados no universo da Copa exige atenção aos direitos autorais e de imagem, independentemente da plataforma”, destaca.
Muitas empresas concentram suas ações no digital, mas ignoram que as mesmas normas se aplicam a todos os canais. “O uso de imagens, vídeos, trilhas sonoras e até conteúdos inspirados no universo da Copa exige atenção aos direitos autorais e de imagem, independentemente da plataforma”, destaca.
3) Não participar da conversa do público
Ficar fora do debate também pode ser um erro estratégico, mas a participação precisa ser feita com cautela. “É possível dialogar com o público sem criar associação indevida com a Copa. O problema é quando a comunicação sugere um vínculo oficial que não existe”, diz.
Ficar fora do debate também pode ser um erro estratégico, mas a participação precisa ser feita com cautela. “É possível dialogar com o público sem criar associação indevida com a Copa. O problema é quando a comunicação sugere um vínculo oficial que não existe”, diz.
4) Apostar no ambush marketing sem avaliar riscos
A tentativa de se associar ao evento sem ser patrocinador oficial continua sendo uma prática comum, mas perigosa. “Dependendo da forma como é feita, essa estratégia pode ser enquadrada como infração e gerar sanções legais, além de prejudicar a reputação da marca”, alerta.
A tentativa de se associar ao evento sem ser patrocinador oficial continua sendo uma prática comum, mas perigosa. “Dependendo da forma como é feita, essa estratégia pode ser enquadrada como infração e gerar sanções legais, além de prejudicar a reputação da marca”, alerta.
Para a advogada, o caminho mais seguro é integrar o jurídico ao planejamento desde o início. “Uma campanha eficiente não é apenas criativa e oportuna, mas também segura do ponto de vista legal. Antecipar essa análise é fundamental para aproveitar o potencial da Copa sem correr riscos desnecessários”, conclui.
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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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