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Domingo, 23 de Agosto 2026
Economia & Mercado

2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas destaca avanço do eleitorado cripto e impacto nas eleições de 2026

65,8% dos investidores cripto dizem que defesa do setor influencia no voto

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas destaca avanço do eleitorado cripto e impacto nas eleições de 2026
Foto: Divulgação
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A 2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas 2026, realizado pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e patrocinado pela Coinbase, ABCripto e Hashdex, mostra que 65,8% dos investidores em criptomoedas consideram importante votar em parlamentares comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de ativos digitais. O avanço desse debate acompanha o crescimento da adoção de criptoativos no país, que já atinge 17,2% dos brasileiros - cerca de 29 milhões de pessoas. 

Para Fábio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, os dados mostram que os ativos digitais deixaram de ser apenas um tema financeiro e passaram a integrar a agenda pública. "À medida que a adoção aumenta e os ativos digitais passam a ter utilidade na economia real, a discussão deixa de ser ideológica e passa a envolver competitividade, inovação, inclusão financeira e proteção ao consumidor. Esse é um debate que tende a ganhar relevância nas eleições de 2026”.

De acordo com Felipe Sant'Ana, co-fundador da Paradigma Education, a percepção sobre criptomoedas varia conforme a orientação política, mas o apoio ao setor não está restrito a um único espectro ideológico.  “A população cripto  é mais centrista e mais engajada politicamente que o brasileiro médio.  Alguns segmentos desse eleitorado são ainda mais pragmáticos. Nove a cada 10 pessoas que fazem autocustódia das suas moedas dizem ser importante votar num parlamentar comprometido em proteger os direitos de quem tem cripto. Só aí, são 6 milhões de pessoas esperando para ouvir os candidatos se posicionarem sobre um tema que, basicamente, ainda não apareceu nas campanhas”.

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Para Julia Rosin, diretora-presidente da ABCripto, “é natural que, conforme o usuário passa a confiar mais na tecnologia e a adotar os criptoativos no dia a dia, ele passe a exigir representatividade. O investidor não quer apenas usar cripto; ele quer ver suas escolhas respeitadas e pautadas no debate político, cobrando compromisso de candidatos que entendam e defendam quem já faz parte dessa nova economia”.

Segundo Samir Kerbage, diretor executivo de informação (CIO) da Hashdex, “quase 30 milhões de brasileiros já tiveram contato com ativos digitais, portanto, não é anormal que temas como inovação, segurança jurídica e regulação passem a influenciar também o debate político. O investidor busca um ambiente que estimule o desenvolvimento do setor, proteja os usuários e dê previsibilidade para a inovação. O crescimento desse eleitorado mostra que os criptoativos deixaram de ser apenas uma pauta financeira e passaram a fazer parte das discussões sobre o futuro da economia brasileira”.

Em relação aos medos, o Sudeste é a região que mais teme a inflação (43.1%).

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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