O segundo dia do BIS SiGMA South America 2026, realizado nesta quarta (08, aniversário de quatro anos do Correio) em São Paulo, foi marcado por discussões sobre o papel da experiência do usuário e da cultura local na evolução do mercado de apostas no Brasil.
Com o setor entrando em uma nova fase após a regulamentação, os debates se voltaram mais para a forma como as empresas estão se adaptando ao comportamento do consumidor brasileiro, considerado que o Brasil é um dos mercados mais engajados do mundo em esportes e plataformas digitais.
Experiência do usuário ganha protagonismo
Os painéis ao longo do dia destacaram que a competição no mercado regulado tende a ser cada vez mais definida pela experiência oferecida
ao usuário. Elementos como personalização, velocidade de pagamento e usabilidade foram apontados como fatores decisivos para retenção e crescimento.
Maurício Santos, diretor executivo (CEO) do Grupo MCS, fez um comentário muito relevante sobre isso:
“A televisão tradicional está gradualmente perdendo espaço para as plataformas digitais, enquanto os fãs querem cada vez mais participar de
esportes por meio de apostas e ligas de fantasia, em vez de apenas assistir”.
A discussão também incluiu o papel da tecnologia na construção dessas experiências, com o uso de dados e algoritmos para entender padrões de comportamento e oferecer jornadas mais fluidas e interativas.
Especialistas destacaram que, em um ambiente mais competitivo, a experiência passa a ser um diferencial tão relevante quanto as odds ou
as ofertas promocionais.
Falando em experiência do usuário, o segundo dia do BIS SiGMA South America 2026 também contou com a presença de grandes nomes na história do futebol brasileiro:
• Luizão: ex-atacante da seleção brasileira e campeão da Copa do Mundo de 2002
• Vampeta: ex-volante da seleção brasileira, também campeão mundial em 2002
• Müller: ex-atacante campeão da Copa do Mundo de 1994
Cultura local molda estratégias no Brasil
Outro tema abordado foi a necessidade de adaptação cultural. As empresas que operam no Brasil vêm ajustando suas estratégias para dialogar com um público altamente conectado ao esporte, especialmente ao futebol, e com forte presença em redes sociais.
Os debates apontaram que campanhas genéricas tendem a ter menor impacto em comparação a iniciativas que incorporam referências culturais locais e linguagem mais próxima do público.
Essa adaptação também se reflete em parcerias com clubes, influenciadores e figuras do esporte, que ajudam a construir identificação e confiança junto aos usuários. A forte relação do público brasileiro com o esporte e o entretenimento foi apontada como um dos
principais fatores que diferenciam o país de outros mercados, exigindo estratégias mais localizadas e alinhadas ao comportamento do consumidor.
Felipe Fraga, diretor executivo de negócios (CBO) na Stellar Gaming, comentou: “Quando não há mais espaço para estampar a marca na camisa do clube, as empresas aproveitam o atleta para ser a pessoa que vai comunicar. O brasileiro sempre vai ser fã do esporte, e a porta de entrada no iGaming é por meio do esporte”.
Especialistas ressaltaram que a construção de uma imagem responsável será determinante para a sustentabilidade do setor no longo prazo,
equilibrando crescimento com proteção ao consumidor.
O comportamento digital do brasileiro ajuda a explicar esse crescimento acelerado do mercado. Estudos indicam que 38% da população já consome algum tipo de jogo ou aposta online. O Banco Central também estima que os brasileiros chegam a apostar até R$ 30 bilhões por mês, o que mostra a intensidade do engajamento no mercado.
Nesta quinta (09), ocorre o encerramento do BIS SiGMA South America, e os melhores momentos da edição da "feira onde tudo acontece" com o olhar do Correio, você vai acompanhar em breve!
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