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Domingo, 18 de Janeiro 2026

Direitos Humanos

Brasil registra alta histórica de feminicídios e reacende alerta sobre enfrentamento à violência de gênero

Entre os municípios que avançam na proteção às mulheres, São Bernardo do Campo intensifica ações com a Campanha do Laço Branco e o trabalho do Centro de Referência e Apoio à Mulher II, ampliando a proteção e acolhimento às vítimas

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Brasil registra alta histórica de feminicídios e reacende alerta sobre enfrentamento à violência de gênero
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A violência de gênero é toda ação ou omissão que fere a integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral de uma pessoa por conta do seu gênero. No Brasil, essa violência se apoia em uma cultura que ainda autoriza, de forma explícita ou silenciosa, a ideia de que homens podem controlar os corpos, as escolhas e a liberdade das mulheres.

A casa, o trabalho, a rua, o transporte público e os ambientes virtuais se tornam, diariamente, espaços onde mulheres lidam com agressões que vão de humilhações e ameaças ao extremo da tentativa e ou consumado do feminicídio. 

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Na última semana, o país acompanhou o caso de uma mulher de 30 anos que foi atropelada e arrastada brutalmente por mais de um quilômetro pelo carro do ex-companheiro na Marginal Tietê, em São Paulo e, em consequência do ataque, ela perdeu as duas pernas. Nesta segunda-feira, outro caso volta a expor o padrão dessa violência, uma mulher é surpreendida pelo ex-parceiro no local de trabalho e leva cinco tiros à queima-roupa porque ele não aceitava o fim da relação. 

Para a Sara Maria de Souza, Gerente de Projetos do Instituto Ficar de Bem, esses ataques representam uma violação direta à dignidade, à autonomia e à vida dessas mulheres. "São o retrato de uma sociedade que ainda permite que homens se sintam no direito de punir, silenciar e mutilar quem se recusa a se submeter", comenta. 

De acordo com o Mapa da Violência divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 1.459 feminicídios em 2024, o maior número da série histórica. Isso corresponde a, em média, quatro mulheres assassinadas por dia em contextos de violência de gênero, seja no ambiente doméstico e familiar, por menosprezo ou discriminação à condição feminina. 

Diante dessa realidade, campanhas de mobilização se tornam fundamentais para provocar mudanças de comportamento e ampliar o debate público. Um exemplo é a Campanha do Laço Branco, criada há mais de 30 anos no Canadá após um episódio de violência misógina que impulsionou homens a assumirem publicamente o compromisso de enfrentar a violência contra mulheres. No Brasil, a iniciativa ganha força com a Lei nº 11.489/2007, que institui 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Em São Bernardo do Campo, a ação é promovida pela Secretaria da Mulher e integra o calendário oficial do município, reunindo lideranças religiosas, profissionais da segurança pública, parlamentares e toda a rede de proteção em atividades que convidam homens a refletirem sobre seu papel na desconstrução da violência de gênero.

Mas tão importante quanto prevenir, é garantir acolhimento a quem precisa. É nesse sentido que o CRAM II – Centro de Referência e Apoio à Mulher, com um ano de atuação em São Bernardo do Campo, se consolida como espaço seguro para mulheres em situação de violência. O serviço oferece atendimento psicossocial individual e em grupo, escuta qualificada, orientação sobre direitos e atividades de fortalecimento da autonomia.

O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, recebendo mulheres na Avenida Senador Ricardo Baptista, 300, no bairro Assunção. O acesso pode ser realizado por demanda espontânea, e a partir de encaminhamento dos serviços parceiros do programa, como o CREAS - Centro de Referência Especializado de Assistência Social, e o CRAS - Centro de Referência de Assistência Social, além da chegada via delegacia.

"Estamos progredindo na consolidação de uma rede de apoio cada vez mais integrada e preparada para acolher e orientar as vítimas. Contudo, é vital que as políticas públicas punam os agressores de forma efetiva. Só assim conseguimos romper esse ciclo e avançar na construção de uma sociedade que realmente protege às mulheres que tiveram suas trajetórias de alguma forma interrompidas pela violência", conclui a gestora.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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