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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
Games & Tecnologia

Estudo revela que 85% dos pais no Brasil temem que a IA possa ser usada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos

Relatório mostra que pais e responsáveis estão navegando por um cenário marcado por imagens geradas por IA, falsificação de identidade digital e relacionamentos online, à medida que a infância entra em uma nova era digital

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Estudo revela que 85% dos pais no Brasil temem que a IA possa ser usada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos
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Os pais e responsáveis brasileiros estão entrando em uma nova era da parentalidade digital, e isso exige uma nova versão da tradicional "conversa séria". De acordo com o relatório Norton Insights: Connected Kids, um novo estudo da Norton (Gen), 89% dos pais e responsáveis por crianças menores de 18 anos no Brasil afirmam se sentir confortáveis para conversar com seus filhos sobre os riscos do ambiente online, mas 49% não estão confiantes de que seus filhos consigam distinguir um conteúdo gerado por IA de um conteúdo real. E embora a maioria (59%) já tenha adotado medidas para reduzir os riscos relacionados à IA, como restringir o uso de aplicativos, monitorar as atividades online ou conversar especificamente com seus filhos sobre IA - 85% ainda temem que a IA seja utilizada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos. 

"Os pais passaram anos ensinando seus filhos a reconhecer estranhos na internet, mas a IA muda a natureza do que significa 'perigo' no ambiente online", afirma Iskander Sanchez-Rola, Diretor Sênior de IA e Inovação na Norton. "Desde o uso indevido e a alteração de fotos publicadas ou compartilhadas, até bots de IA que atuam como cibercriminosos ou se passam por fontes confiáveis, existem riscos completamente novos, e isso significa que pais e responsáveis precisam atualizar a forma como conversam com seus filhos sobre segurança online."  

O impacto da IA na experiência online das crianças 

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Os pais e responsáveis sabem que a IA já está impactando a forma como seus filhos interagem com o mundo e criando novas preocupações. Entre os pais e responsáveis por crianças menores de 18 anos no Brasil: 

  • 49% não estão confiantes de que seus filhos consigam distinguir um conteúdo gerado por IA de um conteúdo real. 
  • Entre os pais e responsáveis cujos filhos já sofreram cyberbullying, 29% afirmam que o agressor utilizava um perfil falso ou se passava por outra pessoa, e 14% dizem que o agressor era uma conta ou um bot gerado por inteligência artificial.  
  • 85% temem que a IA possa ser utilizada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos.  

Quando o assunto são imagens, o risco está crescendo. Criminosos usam cada vez mais fotos geradas por IA ou identidades falsas para conquistar a confiança dos mais jovens - ou manipulá-los para compartilhar imagens reais que depois são usadas em extorsão financeira.  

Os riscos ocultos dos games 

Os pais identificam as salas de bate-papo online (20%) como a plataforma que mais os preocupa, com o Discord em segundo lugar, com 18%. Os jogos online ocupam a terceira posição, com 15%, à frente do TikTok, com 11%. Mas os comportamentos que os pais relatam que seus filhos vivenciam dentro dos ambientes de jogos revelam uma realidade diferente sobre onde os riscos podem estar se acumulando. Entre os 67% dos pais cujos filhos menores de 18 anos jogam jogos online com chat:  

  • 61% dizem que seus filhos conversaram com um estranho por chat de voz ou por texto. 
  • 33% dizem que seus filhos receberam mensagens inadequadas ou ofensivas. 
  • 29% dizem que seus filhos foram incentivados a sair do jogo e continuar a conversa em outra plataforma. 

"Os recursos de conversa presentes nos jogos são, muitas vezes, onde ocorre a real exposição, e tendem a ser menos visíveis para os pais e responsáveis do que o uso das redes sociais", comenta Sanchez-Rola. “Quando uma criança deixa uma plataforma de jogos online e migra para um aplicativo de mensagens privadas porque alguém pediu isso, essa escalada pode ser difícil de detectar, e as crianças podem não reconhecer isso como algo que vale a pena mencionar”. 

Confiança alta, exposição real 

Os dados revelam uma tensão consistente entre a confiança dos pais e responsáveis, e os comportamentos que as crianças realmente estão apresentando. 89% dos pais e responsáveis no Brasil dizem se sentir confortáveis para falar com seus filhos sobre riscos no ambiente online, mas, ao mesmo tempo: 

  • 40% relatam que seus filhos usam o dispositivo depois da hora de dormir ou de um horário determinado. 
  • 22% relatam que seus filhos acessaram uma plataforma de rede social ou site que eles acreditavam ter bloqueado. 
  • 13% relatam que seus filhos compartilharam informações privadas ou dados pessoais com um estranho. 
  • 14% relatam que seus filhos assistem a conteúdo explícito. 

A diferença entre o conforto relatado pelos pais e responsáveis e esses comportamentos não significa que essas conversas não estejam acontecendo, mas sugere que ter a conversa é apenas parte da equação.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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