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Domingo, 18 de Janeiro 2026

Política

Lula lidera todos os cenários testados para eleições de 2026

Michele Bolsonaro tem ligeira vantagem dentre os quatro nomes ligados a Jair Bolsonaro

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Lula lidera todos os cenários testados para eleições de 2026
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A Ipsos-Ipec realizou, entre os dias 4 e 8 de dezembro, uma pesquisa nacional sobre as eleições presidenciais de 2026, na qual testou quatro simulações de intenção de voto. O estudo mostra o atual presidente e candidato à reeleição, Lula, do PT, liderando a disputa pela Presidência da República em todos os cenários testados, alcançando 38% das menções em cada um deles. Enquanto isso, os nomes do campo da direita mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro têm entre 17% e 23% das intenções de voto, conforme o porta-voz testado. Embora apareçam com desempenhos semelhantes, Michelle Bolsonaro (PL) registra o maior percentual (23%), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obtém 19%, Eduardo Bolsonaro (PL) aparece com 18% e Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 17% das menções. As menções aos demais nomes aparecem em outro patamar: Ratinho Junior (PSD) varia entre 8% e 9%; Romeu Zema (Novo), de 3% a 5%; e Ronaldo Caiado (União), de 5% a 7%. Aqueles que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto ficam entre 16% e 19%, e os indecisos, entre 5% e 8%. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

"Lula aparece com um piso consistente de 38% independentemente do adversário. Os nomes da direita próximos ao ex-presidente performam em patamar similar, o que sugere que a definição do candidato tende a reorganizar votos dentro do mesmo campo, mais do que ampliar o alcance atual. Há espaço para movimentos, mas o ponto de partida da disputa não se altera", comenta Márcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec.

Pergunta: Se a eleição para Presidente da República fosse hoje e os candidatos fossem estes, em que o(a) sr(a) votaria? (Estimulada - %)

Leia Também:

 

Cenário 1 (com Flávio Bolsonaro)

 

 

Cenário 2 (com Michelle Bolsonaro)

 

 

Cenário 3 (com Eduardo Bolsonaro)

 

 

Cenário 4 (com Tarcísio de Freitas)

Destaques por segmentos

Em todos os cenários, as intenções de voto em Lula são mais expressivas entre aqueles com o ensino fundamental, entre os moradores da região Nordeste, entre quem tem renda familiar mensal de até um salário-mínimo e entre os que votaram em Lula no segundo turno da eleição de 2022. Já nas simulações com Tarcísio de Freitas e Eduardo Bolsonaro, as menções a Lula alcançam, entre os jovens de 16 a 24 anos, 47% e 48%, respectivamente.

Flávio Bolsonaro obtém 43% entre quem votou em Jair Bolsonaro em 2022. Já Michelle Bolsonaro tem maior intenção de voto entre evangélicos (32%) e entre quem votou em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 (50%). Eduardo Bolsonaro atinge 42% entre os eleitores do ex-presidente em 2022 e Tarcísio de Freitas é mais citado entre aqueles com renda familiar mensal superior a cinco salários mínimos (30%) e entre o eleitorado de Jair Bolsonaro em 2022 (37%).

 

Outras informações da pesquisa

 

Intenção de voto espontânea (sem a apresentação dos nomes dos candidatos)

Na pergunta espontânea de intenção de voto, aquela sem a apresentação dos nomes dos candidatos, três em cada dez eleitores (30%) não mencionam espontaneamente o nome de um possível candidato. Lula é o mais citado, com 29%, seguido por Jair Bolsonaro com 18%.

 

 

Rejeição (candidatos no(s) qual(is) não votaria de jeito nenhum)

Cerca de quatro em cada dez eleitores (44%) não votariam de jeito nenhum no presidente Lula. Aqueles que não votariam em Flávio Bolsonaro totalizam 35%, ao passo que a rejeição a Eduardo Bolsonaro é de 32%, de Michelle Bolsonaro é de 30%, de Ratinho Junior e Romeu Zema é de 13% cada, de Tarcísio de Freitas 11% e 10% não votariam em Ronaldo Caiado.

 

 

Percepção sobre a candidatura de Lula

Embora o presidente Lula lidere todos os cenários testados, a maioria do eleitorado (57%) considera que ele não deveria se candidatar à reeleição (recuo de 5 pontos percentuais na comparação com agosto de 2025), e 56% afirmam que ele não merece ser reeleito. Os índices dos que entendem que Lula não deveria se candidatar são maiores entre os evangélicos (69%), pessoas com ensino superior (67%), entre moradores da região Sul (67%), entre os eleitores de Bolsonaro em 2022 (90%) e entre quem votou em branco ou nulo no pleito de 2022 (80%).

Pergunta: Na sua opinião, o Presidente Lula deveria ou não deveria se candidatar à reeleição em 2026? (%)

 

Pergunta: E o(a) sr(a) diria que o Presidente Lula merece ou não merece ser reeleito? (%)

 

Ausência de Bolsonaro nas eleições de 2026 e influência do seu apoio

Do outro lado do espectro político, a ausência de Jair Bolsonaro na disputa é vista como negativa por 49% dos brasileiros, positiva para 40% e 6% consideram indiferente.

Pergunta: E o(a) sr(a) diria que a ausência de Jair Bolsonaro como candidato a presidente nas eleições de 2026 seria algo positivo ou negativo para o Brasil? (%)

 

A respeito do seu apoio a uma candidatura, para 27% aumentaria a vontade de votar em um candidato, diminuiria para 30%, e não afetaria para 37%.

Pergunta: Caso um candidato a presidente, independente de quem seja, tivesse o apoio de Jair Bolsonaro, isto aumentaria, diminuiria ou não afetaria a sua vontade de votar nesse candidato? (%)

 

Perfil ideológico desejado para o próximo presidente

Quanto ao posicionamento ideológico desejado para o próximo presidente, 38% não têm preferência definida, priorizando a capacidade de governar; outros 27% gostariam que fosse eleito um presidente alinhado com a direita (dos quais 21% dizem alguém ligado ao bolsonarismo), 10% um presidente mais de centro e 18% uma pessoa alinhada à esquerda, dos quais 15% ao lulismo.

Pergunta: O(a) sr(a) gostaria que fosse eleito um presidente: (%)

 

"Os dados mostram um eleitorado cansado da polarização, mas ainda preso a ela. A maioria quer um presidente capaz de governar, independentemente do campo ideológico, mas na hora de escolher, acaba voltando aos polos conhecidos. Lula enfrenta resistência à sua permanência no poder e a direita ainda busca um nome que unifique o campo sem depender exclusivamente do capital político de Bolsonaro", analisa Márcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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