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Quarta-feira, 20 de Maio 2026

Justiça

Planejamento patrimonial deixa de ser tabu entre casais modernos

Segundo o IBGE, o Brasil registrou mais de 470 mil divórcios em 2025 e o casamento moderno está sendo redefinido por transformações afetivas, sociais e financeiras

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Planejamento patrimonial deixa de ser tabu entre casais modernos
Foto: Pexels
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Maio, tradicionalmente conhecido como o Mês das Noivas, continua carregando o simbolismo do amor, da celebração e da construção de uma vida a dois. Mas, em tempos em que os relacionamentos passam por profundas transformações sociais, especialistas alertam que o verdadeiro “felizes para sempre” começa muito antes da cerimônia e passa, necessariamente, pelo diálogo transparente e pelo planejamento patrimonial do casal. Embora ninguém suba ao altar pensando em separação, os números crescentes de divórcios mostram que falar sobre patrimônio, finanças e expectativas futuras deixou de ser tabu e passou a ser um ato de maturidade emocional e proteção mútua.

Segundo Caroline Serbaro, advogada de família que atua com uma abordagem inovadora ao integrar Direito, Psicanálise e mediação de conflitos, muitas desavenças poderiam ser evitadas se o tema fosse tratado com mais naturalidade antes do casamento. “Conversar sobre patrimônio, expectativas e planejamento não significa acreditar no fim da relação, e sim fortalecer os pilares que sustentam uma convivência saudável e equilibrada”, afirma a especialista.

Outro fenômeno que vem chamando a atenção de especialistas é o crescimento do chamado “divórcio grisalho”, termo utilizado para definir o aumento das separações entre pessoas acima dos 50 anos. O movimento reflete mudanças profundas no comportamento social, impulsionadas pela maior expectativa de vida, independência financeira e pela menor tolerância a relações infelizes.  Nesse novo cenário, muitos casais passaram a priorizar qualidade de vida, bem-estar emocional e autonomia, reforçando a importância de diálogos mais transparentes e planejamentos patrimoniais conscientes desde o início da relação. “O casamento continua sendo um projeto construído pelo amor, mas relações duradouras também precisam de diálogo, transparência e responsabilidade emocional”, explica a advogada.

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Os quatro tipos de regime de bens previstos no Código Civil

Mais do que um documento burocrático, o regime de bens representa segurança jurídica e prevenção de conflitos futuros. A escolha define como o patrimônio será administrado durante o casamento e como ocorrerá a divisão em caso de separação ou falecimento. Para quem está prestes a tomar esta importante decisão, vale lembrar que existem quatro tipos de regimes de bens previstos pelo Código Civil:

- Comunhão Universal de Bens: todos os bens do casal, adquiridos antes e depois do casamento, passam a integrar um patrimônio comum, podendo ser partilhados em caso de divórcio.

- Comunhão Parcial de bens: mais comum no Brasil, onde apenas os bens adquiridos durante o casamento entram na partilha.

- Separação Total de Bens:  regime onde cada cônjuge mantém propriedade exclusiva sobre os bens adquiridos antes e durante o casamento. É um modelo adotado por pessoas com patrimônio consolidado ou casais que desejam independência financeira.

- Participação Final nos Aquestos: pouco conhecido pelos brasileiros, esse regime funciona como uma mistura entre separação e comunhão. Durante o casamento, cada pessoa administra individualmente seus bens. Porém, em caso de dissolução da união, os bens adquiridos ao longo do matrimônio são divididos.

O que muitos casais ainda desconhecem

Um dos pontos menos conhecidos é que, caso os noivos desejem optar por qualquer regime diferente da comunhão parcial, é obrigatório realizar um Pacto Antenupcial em Cartório de Notas antes do casamento civil. Esse documento formaliza as regras patrimoniais da união e pode, inclusive, prever cláusulas específicas acordadas entre o casal. Após a escritura, o pacto deve ser apresentado ao Cartório de Registro Civil antes da cerimônia, garantindo validade jurídica à escolha.

Questões patrimoniais mal resolvidas frequentemente se tornam um dos maiores focos de desgaste emocional em separações litigiosas, impactando não apenas os cônjuges, mas também filhos e familiares. “Não se trata apenas de encerrar um processo, mas de preservar relações que continuam existindo depois dele. O Direito precisa evoluir para acompanhar a complexidade das relações humanas”, destaca a advogada. Por isso, o diálogo aberto antes do casamento vem sendo apontado como uma das principais ferramentas de prevenção de conflitos futuros.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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