Neste mês, o asfalto da cidade abre espaço para o imaginário do campo. O projeto Zoo Urbano retorna a São Paulo com a edição Fazendinha, uma exposição gratuita que transforma materiais reciclados em esculturas monumentais de animais e convida o público a refletir sobre sustentabilidade por meio da arte.
Criadas por cinco artistas brasileiros, as obras dão vida a uma fazenda fora do comum: animais gigantes, coloridos e cheios de personalidade, produzidos a partir de resíduos e objetos descartados que ganham novos significados.
Ao ocupar os CEUs da capital, a mostra aproxima arte contemporânea, educação ambiental e cultura urbana.
Diferente de um zoológico tradicional, o Zoo Urbano propõe o conceito de "transformar o plástico em plástica". Através de materiais como calotas de carros, fitilhos, embalagens longa vida e banners descartados, o projeto retira toneladas de resíduos do fluxo de descarte para criar reflexões sobre o consumo, a agroindústria e a preservação ambiental.
"Nosso objetivo é capilarizar o papel da arte em todas as dimensões da vida. Queremos que o público veja a grandiosidade da reciclagem não apenas como um conceito abstrato, mas como algo concreto, lúdico e transformador", comenta o curador Roberto Parisi.
Na edição Fazendinha, cada obra carrega uma história e uma mensagem ambiental. Entre elas estão o pato Bibi, criado com mais de 78 mil quilômetros de fitilho plástico; a vaca Pipoca, construída com centenas de embalagens de leite coletadas com apoio de estudantes; o galo Akikó, montado com calotas e peças automotivas descartadas; o cavalo Lavradeiro, que chama a atenção para a preservação da biodiversidade brasileira; e PorCultura, uma escultura que mistura arte e crítica social a partir de materiais reaproveitados.
Com dimensões monumentais e forte presença visual, as esculturas criam um cenário surpreendente para visitantes de todas as idades. Mais do que uma exposição, o Zoo Fazendinha propõe uma experiência lúdica e educativa, em que arte, sustentabilidade e imaginação caminham lado a lado.
Conheça os novos moradores da Fazendinha
Akikó (Alex Roch): Um galo imponente feito de calotas e para-choques de caminhão. Representa o "relógio vivo" da fazenda sendo acelerado pela logística globalizada e pela agroindústria.
Bibi (Sueli Parisi): Um pato "aprendiz de feiticeiro" construído com impressionantes 78.320 metros de fitilho. A obra alerta para a eternidade do microplástico e a contaminação dos lençóis freáticos.
Lavradeiro (Fábio Souza): Um cavalo que simboliza a resistência do bioma de Roraima. A obra utiliza a metáfora do xadrez para alertar que preservar uma espécie é essencial para "vencer o jogo" do futuro ambiental.
Pipoca (Dai Barros): Uma vaca pixelada criada a partir de 712 caixas de leite coletadas em parceria com escolas. Ela simboliza a pegada de carbono da pecuária e a força da construção coletiva.
PorCultura (Coletivo ReciclaAí): Um porco monumental feito de 54 banners e TNT, que discute a "necropolítica cultural" e o contraste entre a exportação recorde de carne e a violência estrutural no Brasil.
SERVIÇO:
Entrada gratuita e classificação livre!
Confira o roteiro da nossa bicharada:
CEU Paraisópolis Professora Marisa Motta: 04/04 a 10/05 - Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, S/N
CEU Alvarenga: A partir de 11/05 em exposição permanente - Estrada do Alvarenga, 3752
Horário: 8h até 22h
Venha ver de perto a grandiosidade da reciclagem. O passeio é gratuito e garantimos: você nunca viu uma fazenda assim!
Apoio:
Prefeitura de São Paulo @prefsp
Raio D’Sol Fitas @fitasraiodsol
Patrocínio:
Google Cloud @googlecloud
Realização:
Mosaiky @mosaikybr
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