O Brasil está consolidado como uma das principais potências mundiais em inovação financeira. A combinação entre regulação moderna, ambiente competitivo, forte cultura digital e rápida adoção de novas tecnologias fez o País ultrapassar mercados tradicionais, como Estados Unidos e diversos países da Europa, na oferta de serviços bancários mais eficientes, integrados e acessíveis.
Segundo Rodrigo Maximo Cano, especialista em soluções digitais e gerente de engenharia de software do banco digital Cora, o avanço brasileiro está ligado à capacidade de transformar tecnologia em serviços simples e aplicáveis ao dia a dia. "O Brasil saiu na frente porque criou soluções que resolvem problemas reais, como o Pix e todo um ecossistema que integra bancos, fintechs e usuários com agilidade", afirma.
O Pix virou o sistema de pagamento instantâneo mais bem-sucedido do mundo, com adesão e capilaridade superiores a qualquer modelo estrangeiro. Nos EUA, transferências em tempo real ainda são limitadas e muitas vezes dependem de taxas; enquanto na Europa os sistemas seguem sem unificação. No Brasil, a compatibilidade e o uso de APIs abertas estimuladas pelo Banco Central permitiram criar uma infraestrutura unificada que conecta rapidamente novas soluções. O incentivo ao uso de tecnologias open source também acelerou a modernização das instituições financeiras, reduzindo custos e ampliando a velocidade de desenvolvimento.
"O Pix virou benchmark internacional por entregar simplicidade, segurança e custo praticamente zero. Já o open source possibilitou uma modernização que diversos bancos estrangeiros, presos a sistemas engessados, não conseguem acompanhar", explica Rodrigo.
A adoção digital do sistema financeiro também se reflete nos números: dados do IBGE mostram que, nos últimos dois anos, milhões de brasileiros passaram a acessar serviços bancários online, consolidando a digitalização e a mobilidade financeira como uma realidade ampla no País.
Outro diferencial brasileiro é a possibilidade de abrir contas e acessar praticamente todos os serviços financeiros de forma totalmente digital, sem etapas presenciais. O efeito é direto no dia a dia das empresas, especialmente das pequenas e médias, que antes enfrentavam burocracia, deslocamentos e longas esperas. "Hoje, uma PME pode abrir conta, receber pagamentos e gerir toda a operação financeira online. Isso reduz custos, evita burocracia e libera o empreendedor para focar no que realmente importa: crescer", destaca.
Para Rodrigo, esse ambiente tecnológico e regulatório não apenas transformou o sistema financeiro, como também se tornou um acelerador natural do empreendedorismo no país.
"Quando o acesso ao dinheiro é rápido, seguro e barato, o empreendedor toma decisões com mais confiança. O Brasil criou um sistema bancário que estimula quem quer construir negócios, e isso é um dos motivos pelos quais somos referência global", finaliza.
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