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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Saúde

Câncer de pulmão pode começar com nódulos de poucos milímetros

Imagem é aliada do diagnóstico precoce; tecnologia desenvolvida em São Paulo e na Holanda pode salvar vidas

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Câncer de pulmão pode começar com nódulos de poucos milímetros
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O Brasil deve registrar cerca de 35,4 mil novos casos de cânceres de traqueia, brônquio e pulmão por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA)¹. Ainda de acordo com o órgão, esse grupo ocupa a 4ª posição entre os cânceres mais incidentes no Brasil, desconsiderando pele não melanoma-1. No Agosto Branco, mês de conscientização sobre a doença, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce.

A tomografia computadorizada tem papel central na identificação de pequenos nódulos pulmonares, que podem exigir acompanhamento ou investigação complementar. Quando há suspeita ou confirmação de câncer, exames como o PET/CT ajudam a avaliar a extensão da doença e a orientar a estratégia de tratamento.

No câncer de pulmão, identificar uma alteração em estágio inicial pode fazer diferença na condução do paciente. A imagem permite não apenas detectar pequenos nódulos, mas acompanhar sua evolução e definir quando é necessário avançar na investigação”, afirma Marcio Sawamura, Diretor do Corpo Clínico do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas (INRAD HCFMUSP) e especialista em diagnóstico por imagem do tórax.

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Novas tecnologias também vêm ampliando os recursos disponíveis na radiologia. A inteligência artificial, por exemplo, pode apoiar os especialistas na identificação e análise de alterações pulmonares. Já entre as pesquisas desenvolvidas pelo INRAD está um phantom híbrido de pulmão, criado em parceria com o Instituto de Física da USP e o Radboud University Medical Center, na Holanda. A ferramenta simula nódulos de diferentes tamanhos e permite avaliar e aprimorar protocolos de tomografia.

A otimização da tomografia é fundamental para garantir imagens de alta qualidade, capazes de mostrar alterações muito pequenas com precisão e, ao mesmo tempo, reduzir ao máximo a exposição do paciente à radiação. O phantom permite aprimorar esses protocolos, contribuindo para exames mais seguros e precisos e, consequentemente, para uma melhor definição da conduta e do acompanhamento de cada paciente”.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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