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Quarta-feira, 18 de Fevereiro 2026

Saúde

CRN-3 reafirma Guia Alimentar Brasileiro como referência oficial diante de novas diretrizes internacionais

Conselho alerta para riscos do aumento indiscriminado do consumo de proteínas animais e reforça a importância da atuação do nutricionista

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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CRN-3 reafirma Guia Alimentar Brasileiro como referência oficial diante de novas diretrizes internacionais
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As recentes atualizações das diretrizes alimentares dos Estados Unidos, que passaram a destacar uma nova pirâmide alimentar com maior ênfase no consumo de proteínas de origem animal, incluindo carne vermelha, reacenderam o debate sobre modelos de alimentação saudável em diferentes países. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região (CRN-3 SP/MS), em alinhamento com o sistema CFN/CRN, reforça que as recomendações alimentares no Brasil devem seguir como referência soberana o Guia Alimentar para a População Brasileira.

Embora as diretrizes norte-americanas utilizem o conceito de “comida de verdade”, o CRN-3 alerta que tais orientações não podem ser aplicadas de forma automática à realidade brasileira, pois desconsideram fatores sociais, culturais, econômicos e ambientais específicos do país.

Guia Alimentar Brasileiro é referência internacional

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Reconhecido internacionalmente, o Guia Alimentar para a População Brasileira se diferencia por adotar uma abordagem inovadora e baseada em evidências científicas, estruturada na Classificação NOVA, que organiza os alimentos de acordo com o nível de processamento, e não apenas pela composição nutricional isolada.

Ao tratar a alimentação como uma prática social, cultural e política, o Guia brasileiro promove escolhas alimentares mais conscientes, sustentáveis e alinhadas ao direito humano à alimentação adequada.

Os riscos do “nutricionismo” e do consumo excessivo de proteínas

O CRN-3 alerta para os perigos do chamado “nutricionismo”, abordagem que reduz a alimentação a cálculos de gramas, calorias e macronutrientes, desconsiderando o contexto alimentar como um todo.

A recomendação indiscriminada de aumento do consumo de proteínas de origem animal, especialmente em todas as refeições, pode levar ao excesso de gorduras saturadas, elevando o risco de doenças cardiovasculares na população. Além disso, o estímulo ao consumo intensivo de carne vermelha ignora impactos ambientais relevantes, como a emissão de gases de efeito estufa e a degradação dos recursos naturais.

Nutricionista é o profissional habilitado para prescrição alimentar

É fundamental diferenciar orientações gerais para a população de prescrições dietéticas individualizadas. Conforme estabelece a Lei nº 8.234/1991, o planejamento e a prescrição de dietas são atividades privativas do nutricionista.

Somente esse profissional está habilitado a avaliar as necessidades biológicas, clínicas, sociais e culturais de cada indivíduo. O CRN-3 alerta que orientações nutricionais difundidas por leigos ou baseadas em tendências internacionais, sem respaldo técnico e legal, representam riscos à saúde pública.

Posicionamento oficial do sistema CFN/CRN

O sistema CFN/CRN reafirma que as políticas e recomendações alimentares no Brasil devem permanecer ancoradas no Guia Alimentar para a População Brasileira, documento que promove a saúde, a sustentabilidade, a soberania alimentar e o direito humano à alimentação adequada.

O Estado brasileiro deve seguir atuando na regulação dos sistemas alimentares, garantindo que o acesso à alimentação saudável não seja uma responsabilidade individual, mas um direito coletivo assegurado por políticas públicas.

Leia aqui a nota oficial do sistema CFN/CRN

Acesse aqui o Guia Alimentar para a População Brasileira na íntegra

 

Entenda a Classificação NOVA (Níveis de Processamento)

Alimentos in natura ou minimamente processados: base da alimentação, obtidos diretamente de plantas ou animais, com mínimas alterações (frutas, legumes, verduras, grãos, ovos e leite).

Ingredientes culinários: utilizados para preparar e temperar os alimentos (sal, açúcar, óleos e gorduras).

Alimentos processados: produtos industrializados com adição de sal, açúcar ou óleo para maior durabilidade (conservas, queijos e pães artesanais).

Alimentos ultraprocessados: formulações industriais ricas em aditivos, sódio e gorduras, associadas ao aumento de obesidade e doenças crônicas; devem ser evitados (refrigerantes, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo).

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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