A saúde do quadril merece atenção especial na terceira idade, sobretudo porque problemas nessa articulação estão diretamente ligados à perda de mobilidade e à maior ocorrência de quedas. Até 2050, o número de fraturas de quadril associadas à osteoporose pode aumentar em até 32% na América Latina, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose. A condição afeta principalmente a população idosa. Esse panorama reforça a importância da prevenção e do cuidado contínuo com essa área do corpo. “Quando o quadril perde força, flexibilidade ou estabilidade, atividades simples como caminhar, sentar, levantar-se e subir escadas passam a exigir mais esforço, comprometendo a autonomia e a qualidade de vida”, alerta o ortopedista e cirurgião do quadril Vinícius Rodrigues, membro titular da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).
O médico destaca que o quadril é uma das articulações mais importantes para a manutenção da independência funcional na velhice. Para pessoas nessa condição, a perda de mobilidade nessa região costuma ser silenciosa no início, mas pode evoluir para dor, rigidez e limitação importante na rotina. “Por isso, a prevenção é decisiva, porque muitos quadros podem ser evitados ou controlados quando identificados precocemente. Além disso, o fortalecimento muscular ao redor do quadril ajuda a proteger a articulação e reduz o risco de sobrecarga e instabilidade”, ressalta o membro titular da SBQ.
Alterações musculares
Com o envelhecimento, o organismo passa por alterações naturais que afetam músculos, tendões, ossos e articulações. No quadril, isso pode significar menor amplitude de movimento, perda de massa muscular e maior vulnerabilidade a dores e lesões. “Em idosos sedentários, esse processo tende a ser ainda mais evidente, já que a falta de atividade física acelera a rigidez articular e reduz o equilíbrio, o que aumenta a chance de quedas, um dos principais fatores de fratura e internação nessa faixa etária”, alerta o ortopedista.
Ele destaca que outro ponto de atenção é que a dor no quadril pode levar o idoso a se movimentar menos, criando um ciclo de piora. Quanto menos movimento, maior a perda de força; quanto menor a força, maior a dificuldade para caminhar com segurança. “Esse quadro pode impactar não apenas a locomoção, mas também a execução de tarefas domésticas, a vida social e o bem-estar emocional. Por isso, o cuidado com o quadril não deve ser visto como uma questão isolada, mas como parte essencial da saúde global do idoso”, reforça o cirurgião do quadril da SBQ.
Sinais de atenção
Entre os principais sinais de alerta estão dores persistentes no quadril, mancar ao andar, dificuldade para levantar da cadeira, sensação de travamento e incômodo ao permanecer muito tempo em pé ou sentado. “Nesses casos, é importante procurar avaliação médica, com um cirurgião do quadril, para identificar a causa do problema e evitar agravamentos. O diagnóstico precoce faz diferença porque permite intervenções menos invasivas e mais eficazes, como fisioterapia, exercícios orientados e ajustes na rotina”, completa o membro titular da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).
Veja alguns cuidados com a saúde do quadril na Terceira Idade:
- A prática regular de atividades físicas adequadas, especialmente exercícios de fortalecimento e equilíbrio.
- Realizar caminhadas moderadas, hidroginástica e fisioterapia preventiva, que podem ajudar bastante, desde que indicadas de acordo com a condição clínica de cada pessoa.
- Manter o peso corporal sob controle, com dieta equilibrada.
- Usar sempre calçados seguros, evitar pisos escorregadios e adaptar a casa para reduzir os riscos de queda.
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