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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

Esportes

De grupo de amigos a referência do rental kart na Região Metropolitana de Campinas (RMC)

Campeonato começou junto com o Kartódromo San Marino, em Paulínia (RMC), unindo pessoas e revelando como a paixão pelo automobilismo transformou amizades e histórias dentro e fora das pistas

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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De grupo de amigos a referência do rental kart na Região Metropolitana de Campinas (RMC)
Foto: CleevStudio
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Nascido de encontros informais entre amigos apaixonados por automobilismo, o Clube Kart Campinas (CKC) se consolidou como o mais antigo campeonato de rental kart do interior de São Paulo e um dos principais formadores de pilotos amadores da região. Hoje, sob organização da AMIKA – promotora dos maiores campeonatos do Brasil de rental kart e responsável pela gestão da Fórmula Vee no país – o campeonato reúne cerca de 80 inscritos e mantém viva a essência que marcou sua origem: a união entre competição, amizade e desenvolvimento pessoal dentro e fora das pistas.

A história do CKC começa antes mesmo da inauguração do Kartódromo Internacional San Marino, em Paulínia (Região Metropolitana de Campinas). No início dos anos 2010, um pequeno grupo de cinco a dez pilotos se reunia para correr em espaços improvisados da RMC. Com o crescimento natural dessas disputas, surgiu a sugestão ao empresário Nizomar Andrade - então responsável por operações de mini buggys e kart elétrico - de construir um kartódromo no interior paulista. A ideia se concretizou em 2011, com a inauguração do San Marino, marco que coincidiu com a formalização do CKC.

Fundado por Marcelo Tutiya, o campeonato cresceu rapidamente, chegando a reunir mais de 200 pilotos em seus anos de auge, com programações que ocupavam o dia inteiro de atividades. Pioneiro, o CKC abriu caminho para o surgimento de novos campeonatos e ajudou a consolidar o rental kart como prática esportiva organizada no interior do estado.

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Eu sempre digo: quer aprender a correr, vem para o CKC. Vai apanhar no início, mas vai aprender. E o mais bonito é ver como isso aqui vai muito além da pista. Você vê famílias reunidas, pai entregando troféu para filho, filho para pai, isso não tem preço. É algo que arrepia!”, resume Tutiya, um dos fundadores iniciais do grupo, de 52 anos.

Mesmo com o crescimento de outras competições, ao longo dos anos, o CKC manteve seu caráter competitivo e formador. Atualmente, o campeonato conta com categorias que atendem desde iniciantes até pilotos experientes, além de um grid diverso, com idades que variam entre 13 e 65 anos. As disputas acontecem aos sábados, em Paulínia, por meio das categorias Pro, Sênior +40, Novatos e Light, além da categoria Night, realizada no período noturno e às quartas-feiras, em formato de mini endurance.

Campeonato de kart como comunidade

Com a transição da organização para a AMIKA, há cerca de três anos, o campeonato ganhou estrutura e continuidade, mantendo sua identidade original e ampliando o alcance entre novos pilotos - especialmente iniciantes, que hoje representam a maior parcela do grid. E, mais do que um campeonato, o CKC se consolidou como uma comunidade, segundo seus integrantes. 

A entrada de novos pilotos acontece, em grande parte, por indicação de amigos e familiares, reforçando o caráter coletivo e acolhedor do grupo. O empresário Haron Passarelli, 41 anos, é um exemplo de quem acompanha o campeonato desde sua fundação. Ele destaca o impacto do kartismo em sua trajetória pessoal. “O kart trouxe disciplina, concentração e respeito. Você aprende que não está sozinho na pista e isso vale para a vida, ao guiar um carro nas ruas. Além disso, é um lugar onde você cria amizades de verdade e também faz networking, até conseguindo recolocação profissional. Hoje, esse grupo é uma família para mim”.

Dentro da pista, no campeonato, a competitividade é levada a sério. Fora dela, porém, o ambiente é de convivência, troca de experiências e fortalecimento de laços - algo que também se reflete na experiência de novos integrantes. O engenheiro Bruno Felipe Balducci, 43 anos, passou a integrar o grupo recentemente e é um exemplo de quem encontrou no CKC um espaço de evolução contínua.

O campeonato me fez evoluir não só como piloto, mas como pessoa. Essa busca por melhorar a cada volta eu levo para a vida, mudando hábitos e comportamentos. E, ao mesmo tempo, é um momento em que eu desligo de tudo e foco só em evoluir e me superar, ficando melhor e mais leve depois”.

Esse espírito também se reflete nos impactos que o kartismo proporciona na vida dos participantes. Disciplina, foco, controle emocional e senso de responsabilidade são alguns dos valores frequentemente citados pelos pilotos como aprendizados que transcendem as corridas, reforçando o papel do campeonato não apenas como competição, mas como  ambiente de desenvolvimento humano.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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