A passagem de dias quentes para períodos de frio e chuva pode ser sentida de forma mais intensa por quem já convive com problemas respiratórios. Na Capital Paulista, a temperatura máxima prevista para esta semana pode chegar a 31°C amanhã (20), mas cair para 19°C no sábado (22), segundo o Climatempo. No domingo (23), a previsão é de frio e chuva, cenário que pode favorecer o aparecimento ou a piora de sintomas como coriza, espirros, nariz entupido e tosse.
Para quem tem rinite, sinusite, asma ou outro problema respiratório, a mudança pode ser sentida no corpo. O ar frio e seco tende a irritar as vias respiratórias e pode fazer com que sintomas já conhecidos, como nariz entupido, coriza, espirros e tosse, apareçam ou piorem.
“O organismo precisa se adaptar quando a temperatura muda muito em pouco tempo. Em pessoas que já têm alguma doença respiratória, as vias aéreas podem ficar mais sensíveis e os sintomas, mais intensos”, explica o infectologista Igor Marinho, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
O especialista chama atenção, porém, para uma confusão comum: pegar frio não significa pegar gripe. Tanto a gripe quanto o resfriado são causados por vírus. O que acontece nos dias frios é que as pessoas costumam passar mais tempo em ambientes fechados, muitas vezes com pouca circulação de ar, o que facilita a transmissão.
Também não é correto dizer que uma mudança brusca de temperatura, sozinha, “baixa a imunidade”. A capacidade de defesa do organismo está ligada a vários fatores, como qualidade do sono, alimentação, hidratação, vacinação e rotina de atividade física.
“Não existe uma medida capaz de aumentar a imunidade de forma imediata. O mais importante é manter hábitos saudáveis no dia a dia e estar com as vacinas recomendadas em dia”.
Como cuidar da imunidade nesse período
O infectologista indica alguns hábitos simples que ajudam a manter o organismo em boas condições:
- Manter uma alimentação equilibrada e variada;
- Beber água ao longo do dia, mesmo nos dias frios;
- Dormir bem;
- Praticar atividade física regularmente, respeitando os limites de cada pessoa;
- Manter a vacinação em dia;
- Ventilar os ambientes, principalmente os compartilhados;
- Evitar fumaça de cigarro e outros irritantes respiratórios;
- Manter a casa limpa, especialmente roupas de cama e locais que acumulam poeira, ácaros e mofo.
Quem já tem uma doença respiratória também deve manter o tratamento indicado pelo médico e observar qualquer mudança no quadro. Falta de ar, dor no peito, febre alta ou uma piora importante dos sintomas são sinais de alerta e indicam a necessidade de procurar atendimento.
Com uma rotina saudável, vacinação em dia e acompanhamento adequado das doenças respiratórias, é possível reduzir o impacto das oscilações de temperatura e identificar mais rapidamente quando os sintomas deixam de ser apenas uma reação ao clima e precisam de avaliação médica.
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