No final de 2025, o Correio publicou uma matéria sobre o projeto Rugby pela Igualdade, projeto muito importante e necessário, atuante na Zona Sul da Capital Paulista.
O projeto, que tem sede no Grajaú, não tem sua atividade na região por acaso. O Grajaú é o terceiro distrito da Capital com o maior número de feminicídios.
Em virtude do Mês das Mulheres, o Correio solicitou ao Instituto Anchieta Grajaú - responsável pelo projeto - a opinião de uma participante do Rugby pela Igualdade.
A jovem Emily Santos, de apenas 13 anos, moradora de uma ocupação na região do Grajaú, disse ao Correio como é participar deste projeto e jogar rugby.
"Sempre gostei de esporte desde pequena. Eu queria encontrar um esporte que fosse mais igualitário, onde meninos e meninas pudessem jogar juntos, com harmonia, sem diferenças e sem preconceitos.
Quando conheci o Rugby, percebi que, diferente do futebol, meninos e meninas jogam juntos. Isso me chamou muita atenção. Outro ponto muito importante foi a educadora. Ela é paciente, acolhedora e nunca deixou que nenhum menino me tratasse, ou tratasse outras meninas, de forma diferente.
Quando estou no projeto, me sinto acolhida. Jogar me faz sentir mais calma do que quando estou em casa. Na verdade, sinto muito mais paz quando estou aqui. Aqui eu tenho amigos.
Eu me dou bem com os meninos, porque nesse esporte eles são menos chatos do que no futebol.
Para o meu futuro, espero continuar tendo a oportunidade de estar nesse meio, porque é algo que me faz feliz. Penso em um dia me tornar uma atleta profissional, mas também quero conhecer outras modalidades e entender quais são mais fáceis ou que eu goste mais de praticar.
Meu objetivo é ser uma atleta profissional. Mas, mesmo que isso não aconteça, meu desejo é continuar trabalhando com esporte, porque é algo que eu realmente amo".
Mais uma vez lembrando que por meio do esporte, o Rugby pela Igualdade promove equidade de gênero com estratégias contínuas:
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Regras inclusivas: em cada partida, ao menos duas meninas devem estar em campo, e os pontos feitos por elas valem um ponto a mais, incentivando que recebam mais passes.
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Ambientes de diálogo: realização de eventos exclusivos para meninas, como o Empodera Guardiã, além de rodas de conversa sobre desafios, autoestima e conquistas.
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Equipe majoritariamente feminina: 70% dos monitores são mulheres - acima da exigência mínima de 60% - e recebem formação específica para lidar com o público infantojuvenil e questões de gênero.
Vamos nos recordar também que, somente no feminino, o Brasil disputou a Copa do Mundo de Rugby e os Jogos Olímpicos. Será que Emily pode ser tornar uma futura Yara? Acompanharemos todos juntos, como é o Rugby, como disse a própria Emily!
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