A notícia entregue. De verdade!

Aguarde, carregando...

Domingo, 18 de Janeiro 2026

Esportes

Projeto “Rugby pela Igualdade” reforça urgência de ações que enfrentem a violência de gênero

Com foco em crianças e adolescentes, projeto localizado no Grajaú possui cerca de 300 alunos e atua há mais de 4 anos

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
/ 7 acessos
Projeto “Rugby pela Igualdade” reforça urgência de ações que enfrentem a violência de gênero
Foto: Instituto Anchieta Grajaú
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O aumento dos casos recentes de violência de gênero no país reacende o alerta sobre a urgência de políticas e iniciativas que enfrentem o problema desde a infância. Somente em 2024, mais de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência de gênero, segundo dados do DataSenado. O último fim de semana de novembro trouxe novos episódios chocantes: no sábado (29), Taynara Souza Santos foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Zona Norte da Capital Paulista por Douglas Alves da Silva, após uma discussão motivada por ciúmes. Na sexta (28), a advogada Laís Angeli foi agredida pelo namorado, o influenciador Thiago da Cruz Schoba, conhecido como “Calvo do Campari” e ligado ao movimento red pill. No Rio de Janeiro, no mesmo dia, Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro foram assassinadas dentro do Cefet por um servidor que, segundo investigação, “não aceitava ser chefiado por mulheres”.

Enquanto esses casos ilustram a gravidade da situação, iniciativas de base têm mostrado caminhos possíveis para transformar realidades. Entre elas está o Rugby pela Igualdade, projeto gratuito que atua há quatro anos no Grajaú — terceiro distrito com mais casos de feminicídio em São Paulo. A ação reúne crianças e adolescentes, meninos e meninas, com cerca de 300 participantes, sendo 132 meninas.

Por meio do esporte, o projeto promove equidade de gênero com estratégias contínuas:

Leia Também:

  • Regras inclusivas: em cada partida, ao menos duas meninas devem estar em campo, e os pontos feitos por elas valem um ponto a mais, incentivando que recebam mais passes.

  • Ambientes de diálogo: realização de eventos exclusivos para meninas, como o Empodera Guardiã, além de rodas de conversa sobre desafios, autoestima e conquistas.

  • Equipe majoritariamente feminina: 70% dos monitores são mulheres — acima da exigência mínima de 60% — e recebem formação específica para lidar com o público infantojuvenil e questões de gênero.

O Instituto Anchieta Grajaú, responsável pelo projeto, atua com educação e inclusão social em um espaço de 220 mil m², sendo 45 mil m² de área verde, dimensão semelhante ao Parque Trianon. A organização sem fins lucrativos desenvolve projetos para populações vulneráveis desde a primeira infância.

 

Ajude o Correio a crescer e a melhorar!

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
Comentários:
Correio Regional São Paulo

Publicado por:

Correio Regional São Paulo

O Correio Regional São Paulo é um portal de notícias a serviço do estado de São Paulo. É gerenciado pela ComunicaConde Marketing & Imprensa. Um dos melhores portais de notícias do estado de São Paulo em 2024 e 2025 pelo Brasil Publisher Awards.

Saiba Mais
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR